Viu Review - Café de Flore
Cafe-de-Flore.jpg

Café de Flore

Diretor
Jean-Marc Vallée
Elenco
Vanessa Paradis, Kevin Parent, Evelyne Brochu
Ano
2011
País
Canadá

Drama ml-relacoes ml-espiritual ml-familia ml-casal ml-hc FilmeFilme

Café de Flore

Que filme sensacional! Não existe outra forma de começar esse review que não seja essa - o filme do talentoso (e saudoso) diretor canadense Jean-Marc Vallée (vencedor do Oscar por "Clube de Compras Dallas") é primoroso em sua capacidade de construir uma narrativa  fragmentada, mas que aos poucos vai se conectando e nos presenteando com uma trama complexa, cheia de camadas emocionais, espirituais e, principalmente, afetivas. É lindo - mesmo sendo de 2011, é uma das coisas mais bacanas que já assisti na vida! 

"Café de Flore" é basicamente uma história de amor entre um homem e uma mulher. E entre uma mãe e seu filho. Uma odisseia mística e fantástica sobre um sentimento puro e verdadeiro que nos leva tanto para Paris da década de 60, o lar de Jacqueline (Vanessa Paradis), uma corajosa mãe de uma criança com síndrome de Down, quanto para os dias de hoje no Canadá, onde Antoine (Kevin Parent), um DJ famoso luta para se recuperar de um divórcio doloroso. Confira o trailer (com legendas em inglês):

"Café de Flore" representou para Jean-Marc Vallée o que "Incêndios" foi para seu compatriota e igualmente genial Denis Villeneuve - uma jornada sensorial e impactante! Sim, são temáticas diferentes, mas a conjunção dos elementos narrativos criam uma certa similaridade que ao subir os créditos nos deixa sem chão. Talvez não seja nada surpreendente para os mais atentos, mas a forma como o roteiro vai nos mostrando o caminho que o diretor quer nos levar, é algo de se aplaudir de pé! A montagem do próprio Vallée só atesta sua capacidade como contador de histórias - se ela causa certa estranheza inicialmente, pode ter certeza que essa escolha conceitual será transformadora no final de 120 minutos de filme. 

Nada no filme surge por acaso - ele, de fato, está repleto de simbolismo. Alguns são mais perceptivos, outros nos exigem uma certa sensibilidade, porém tudo se encaixa tão perfeitamente que nem acreditamos que fomos capazes de deixar passar uma ou outra "pista". A fotografia do francês Pierre Cottereau (que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Genie na categoria) é simplesmente fantástica - reparem nos planos mais fechados, como a luz exala poesia. O elenco, muito alinhado com a proposta artística do diretor, funciona como catalisadores de emoção, mas não aquela expositiva - aqui o silêncio, o olhar e o movimento delicado são tão importantes quanto qualquer diálogo. A trilha sonora tem um papel fundamental na trama, ela é o primeiro elo de ligação entre as histórias, mas não o único e não sempre da mesma forma - são muitos detalhes que nem cabe a nós lista-los, pois isso também faz parte da experiência de assistir "Café de Flore" (começando por reparar no próprio nome do filme).

É preciso dizer que não se trata essencialmente de um filme espírita, pois não faz alusão direta, em sua narrativa, à nenhuma doutrina, mas é inegável a base espiritualista da história e a força que o tema tem para provocar reflexões. Agora, também é preciso que se diga que em nenhum momento, Jean-Marc Vallée escolhe o caminho mais fácil para justamente discutir sobre ciclos e reencarnação, e isso provavelmente vai te causar certa confusão - principalmente se você não conhecer o espiritismo. Independentemente de qualquer crença ou religião que a audiência tenha, o filme entrega uma ótima jornada, pois fala sobre o amor, aquele verdadeiro, mesmo que em diferentes formas, e que facilmente vai te conquistar.

Simplesmente imperdível!

Assista Agora

Que filme sensacional! Não existe outra forma de começar esse review que não seja essa - o filme do talentoso (e saudoso) diretor canadense Jean-Marc Vallée (vencedor do Oscar por "Clube de Compras Dallas") é primoroso em sua capacidade de construir uma narrativa  fragmentada, mas que aos poucos vai se conectando e nos presenteando com uma trama complexa, cheia de camadas emocionais, espirituais e, principalmente, afetivas. É lindo - mesmo sendo de 2011, é uma das coisas mais bacanas que já assisti na vida! 

"Café de Flore" é basicamente uma história de amor entre um homem e uma mulher. E entre uma mãe e seu filho. Uma odisseia mística e fantástica sobre um sentimento puro e verdadeiro que nos leva tanto para Paris da década de 60, o lar de Jacqueline (Vanessa Paradis), uma corajosa mãe de uma criança com síndrome de Down, quanto para os dias de hoje no Canadá, onde Antoine (Kevin Parent), um DJ famoso luta para se recuperar de um divórcio doloroso. Confira o trailer (com legendas em inglês):

"Café de Flore" representou para Jean-Marc Vallée o que "Incêndios" foi para seu compatriota e igualmente genial Denis Villeneuve - uma jornada sensorial e impactante! Sim, são temáticas diferentes, mas a conjunção dos elementos narrativos criam uma certa similaridade que ao subir os créditos nos deixa sem chão. Talvez não seja nada surpreendente para os mais atentos, mas a forma como o roteiro vai nos mostrando o caminho que o diretor quer nos levar, é algo de se aplaudir de pé! A montagem do próprio Vallée só atesta sua capacidade como contador de histórias - se ela causa certa estranheza inicialmente, pode ter certeza que essa escolha conceitual será transformadora no final de 120 minutos de filme. 

Nada no filme surge por acaso - ele, de fato, está repleto de simbolismo. Alguns são mais perceptivos, outros nos exigem uma certa sensibilidade, porém tudo se encaixa tão perfeitamente que nem acreditamos que fomos capazes de deixar passar uma ou outra "pista". A fotografia do francês Pierre Cottereau (que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Genie na categoria) é simplesmente fantástica - reparem nos planos mais fechados, como a luz exala poesia. O elenco, muito alinhado com a proposta artística do diretor, funciona como catalisadores de emoção, mas não aquela expositiva - aqui o silêncio, o olhar e o movimento delicado são tão importantes quanto qualquer diálogo. A trilha sonora tem um papel fundamental na trama, ela é o primeiro elo de ligação entre as histórias, mas não o único e não sempre da mesma forma - são muitos detalhes que nem cabe a nós lista-los, pois isso também faz parte da experiência de assistir "Café de Flore" (começando por reparar no próprio nome do filme).

É preciso dizer que não se trata essencialmente de um filme espírita, pois não faz alusão direta, em sua narrativa, à nenhuma doutrina, mas é inegável a base espiritualista da história e a força que o tema tem para provocar reflexões. Agora, também é preciso que se diga que em nenhum momento, Jean-Marc Vallée escolhe o caminho mais fácil para justamente discutir sobre ciclos e reencarnação, e isso provavelmente vai te causar certa confusão - principalmente se você não conhecer o espiritismo. Independentemente de qualquer crença ou religião que a audiência tenha, o filme entrega uma ótima jornada, pois fala sobre o amor, aquele verdadeiro, mesmo que em diferentes formas, e que facilmente vai te conquistar.

Simplesmente imperdível!

Assista Agora

Você também demora para encontrar o que quer assistir?

Cadastre-se na Viu Review e tenha sempre a sugestão ideal para o seu gosto!

Cookies: a gente guarda estatísticas de visitas para melhorar sua experiência de navegação, ao continuar navegando você concorda com a nossa Política de Privacidade.