Viu Review - Dafne
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Dafne

Diretor
Federico Bondi
Elenco
Stefania Casini, Francesca Rabbi, Robin Mugnaini, Antônio Piovanelli
Ano
2019
País
Italia

Drama ml-relacoes ml-independente ml-europa ml-familia ml-italia ml-rm FilmeFilme

Dafne

"Dafne" é um filme simples, delicado e sensível ao tocar em um assunto bastante complexo e que invariavelmente cai na armadilha de ser sentimental demais: o luto! Porém, mais interessante que o assunto em si, é a forma como o diretor italiano Federico Bond retrata as nuances desse processo pelo olhar de uma jovem com Síndrome de Down. Dafne (Carolina Raspanti) perde a mãe inesperadamente e, de uma hora para outra, precisa aprender a lidar com a vida a partir desse acontecimento tão marcante - já que ela tinha uma forte ligação com a mãe, mas um certo distanciamento com seu pai. Durante esse processo de luto, e percebendo que o pai caminhava para uma profunda depressão, Dafne entende que ambos precisam aprender a se comunicar melhor e para isso iniciam uma verdadeira jornada de autoconhecimento com o objetivo de aprofundar ainda mais a relação entre eles. 

É inegável que "Dafne" trás um conceito bastante autoral para o filme, com uma progressão narrativa menos dinâmica - o que pode ser um grande problema para alguns. Porém, eu posso adiantar que, mesmo com certas inconstâncias, é cativante acompanhar a transformação da protagonista e da sua relação com o pai. Talvez o segundo ato seja o que mais sofra com as escolhas do roteiro, mas ao mesmo tempo, existe uma sensibilidade marcante ao pontuar algumas fases do luto que acabam nos provocando muitas reflexões - isso vai nos colocando dentro da história e quando percebemos já estamos no final... e digo mais: que belo final! Se você gosta de filmes de relação familiar, com alma e sem a obrigação de ser didático demais, certamente você vai gostar muito de "Dafne". Vale a pena!

Assista Agora ou

"Dafne" é um filme simples, delicado e sensível ao tocar em um assunto bastante complexo e que invariavelmente cai na armadilha de ser sentimental demais: o luto! Porém, mais interessante que o assunto em si, é a forma como o diretor italiano Federico Bond retrata as nuances desse processo pelo olhar de uma jovem com Síndrome de Down. Dafne (Carolina Raspanti) perde a mãe inesperadamente e, de uma hora para outra, precisa aprender a lidar com a vida a partir desse acontecimento tão marcante - já que ela tinha uma forte ligação com a mãe, mas um certo distanciamento com seu pai. Durante esse processo de luto, e percebendo que o pai caminhava para uma profunda depressão, Dafne entende que ambos precisam aprender a se comunicar melhor e para isso iniciam uma verdadeira jornada de autoconhecimento com o objetivo de aprofundar ainda mais a relação entre eles. 

É inegável que "Dafne" trás um conceito bastante autoral para o filme, com uma progressão narrativa menos dinâmica - o que pode ser um grande problema para alguns. Porém, eu posso adiantar que, mesmo com certas inconstâncias, é cativante acompanhar a transformação da protagonista e da sua relação com o pai. Talvez o segundo ato seja o que mais sofra com as escolhas do roteiro, mas ao mesmo tempo, existe uma sensibilidade marcante ao pontuar algumas fases do luto que acabam nos provocando muitas reflexões - isso vai nos colocando dentro da história e quando percebemos já estamos no final... e digo mais: que belo final! Se você gosta de filmes de relação familiar, com alma e sem a obrigação de ser didático demais, certamente você vai gostar muito de "Dafne". Vale a pena!

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