Viu Review - Viúva Negra
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Viúva Negra

Diretor
Cate Shortland
Elenco
Scarlett Johansson, Florence Pugh, David Harbour
Ano
2021
País
EUA

Lançamentos Ação ml-perseguição ml-crime ml-tecnologia ml-espionagem ml-marvel ml-lcp ml-vu Disney+

Viúva Negra

"Viúva Negra" me parece o maior erro estratégico da Marvel até aqui. Não que o filme seja ruim, eu não achei pelo menos, mas não dá para negar que ele está completamente deslocado na linha do tempo - na ficção e na realidade. Antes de mais nada vamos lembrar que estamos falando de um "filme de herói", ou seja, toda suspensão de realidade é praticamente um pré-requisito para embarcar na jornada sem torcer o nariz para cada cena impossível de explicar para aqueles que se apegam ao realismo fantástico só para criticar o gênero! Dito isso, eu afirmo: "Viúva Negra" é entretenimento puro, como suas falhas narrativas, mas com o mérito de ser um filme de ação dinâmico e divertido!

O filme acompanha a vida de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) após os eventos de "Guerra Civil". Se escondendo do governo norte-americano devido a sua aliança com o time do Capitão América, Natasha ainda precisa confrontar partes de sua história quando surge uma conspiração perigosa ligada ao seu passado. Perseguida por uma força que não irá parar até derrotá-la, ela tem que lidar com sua antiga vida de espiã, e também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores. Confira o trailer:

"Viúva Negra" é uma mistura de muitas histórias e com um visual muito similar a algumas produções recentes do gênero e isso impacta diretamente na sua identidade como obra de um universo cinematográfico que é reconhecido justamente por sua originalidade. A diretora Cate Shortland até procura impor algum conceito narrativo, mas o roteiro de Eric Pearson, baseado na história de Jac Schaeffer e Ned Benson, soa como uma colcha de retalhos que repetem elementos (já pouco originais) de "Bloodshot", "Anna" e "Projeto Gemini".

Natasha Romanoff nunca foi uma personagem de primeira linha, mas Scarlett Johansson acabou transformando a Viúva Negra em queridinha da Marvel - o que sem dúvida fomentou a ideia de lhe entregar um filme solo em uma época onde o Disney+ era apenas um projeto ambicioso. Pois bem, ao posicionar sua história na linha temporal do MCU entre "Capitão América: Guerra Civil" e "Vingadores: Guerra Infinita", a solução do Estúdio acabou criando um problema já que a produção sofreu em seu desenvolvimento e depois em sua distribuição (graças à pandemia). Já na fase 4 do MCU e com o destino da personagem traçado, ficou claro que contar essa história ganhou status de "projeto datado", perdendo uma grande chance de coroar o ótimo trabalho de Johansson e do próprio Estúdio até aqui - é como se o desejo de conhecer a história de Romanoff tenha esfriado ou tenha sido esquecido pelo tempo (e os números de sua estreia só colaboram com essa tese).

"Viúva Negra" não é um filme de origem e não vai influenciar em nada no MCU daqui para frente - mesmo com uma cena pós-crédito completamente desconectada do resto da história, mas que tende a funcionar como gancho (mesmo que improvisado). Eu diria que se o filme fosse uma minissérie de 6 episódios no streaming, tudo faria mais sentido já que os inúmeros (e ótimos) momentos de ação se equilibrariam com uma construção mais honesta de motivação e desenvolvimento de personagens - tanto o vilão "Treinador" quanto o "Guardião Vermelho". O fato é que "Viúva Negra" tem ação para dar e vender, mas poderia ter mais - algo que chamamos de "história"!

Vale o play para os fãs de ação e para quem curte filme de herói, mas você não vai encontrar nada de novo, que saltem aos olhos ou que nos transportem para os melhores momentos (até mesmo dos inusitados como "Guardiões da Galáxia") do MCU.

Assista Agora

"Viúva Negra" me parece o maior erro estratégico da Marvel até aqui. Não que o filme seja ruim, eu não achei pelo menos, mas não dá para negar que ele está completamente deslocado na linha do tempo - na ficção e na realidade. Antes de mais nada vamos lembrar que estamos falando de um "filme de herói", ou seja, toda suspensão de realidade é praticamente um pré-requisito para embarcar na jornada sem torcer o nariz para cada cena impossível de explicar para aqueles que se apegam ao realismo fantástico só para criticar o gênero! Dito isso, eu afirmo: "Viúva Negra" é entretenimento puro, como suas falhas narrativas, mas com o mérito de ser um filme de ação dinâmico e divertido!

O filme acompanha a vida de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) após os eventos de "Guerra Civil". Se escondendo do governo norte-americano devido a sua aliança com o time do Capitão América, Natasha ainda precisa confrontar partes de sua história quando surge uma conspiração perigosa ligada ao seu passado. Perseguida por uma força que não irá parar até derrotá-la, ela tem que lidar com sua antiga vida de espiã, e também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores. Confira o trailer:

"Viúva Negra" é uma mistura de muitas histórias e com um visual muito similar a algumas produções recentes do gênero e isso impacta diretamente na sua identidade como obra de um universo cinematográfico que é reconhecido justamente por sua originalidade. A diretora Cate Shortland até procura impor algum conceito narrativo, mas o roteiro de Eric Pearson, baseado na história de Jac Schaeffer e Ned Benson, soa como uma colcha de retalhos que repetem elementos (já pouco originais) de "Bloodshot", "Anna" e "Projeto Gemini".

Natasha Romanoff nunca foi uma personagem de primeira linha, mas Scarlett Johansson acabou transformando a Viúva Negra em queridinha da Marvel - o que sem dúvida fomentou a ideia de lhe entregar um filme solo em uma época onde o Disney+ era apenas um projeto ambicioso. Pois bem, ao posicionar sua história na linha temporal do MCU entre "Capitão América: Guerra Civil" e "Vingadores: Guerra Infinita", a solução do Estúdio acabou criando um problema já que a produção sofreu em seu desenvolvimento e depois em sua distribuição (graças à pandemia). Já na fase 4 do MCU e com o destino da personagem traçado, ficou claro que contar essa história ganhou status de "projeto datado", perdendo uma grande chance de coroar o ótimo trabalho de Johansson e do próprio Estúdio até aqui - é como se o desejo de conhecer a história de Romanoff tenha esfriado ou tenha sido esquecido pelo tempo (e os números de sua estreia só colaboram com essa tese).

"Viúva Negra" não é um filme de origem e não vai influenciar em nada no MCU daqui para frente - mesmo com uma cena pós-crédito completamente desconectada do resto da história, mas que tende a funcionar como gancho (mesmo que improvisado). Eu diria que se o filme fosse uma minissérie de 6 episódios no streaming, tudo faria mais sentido já que os inúmeros (e ótimos) momentos de ação se equilibrariam com uma construção mais honesta de motivação e desenvolvimento de personagens - tanto o vilão "Treinador" quanto o "Guardião Vermelho". O fato é que "Viúva Negra" tem ação para dar e vender, mas poderia ter mais - algo que chamamos de "história"!

Vale o play para os fãs de ação e para quem curte filme de herói, mas você não vai encontrar nada de novo, que saltem aos olhos ou que nos transportem para os melhores momentos (até mesmo dos inusitados como "Guardiões da Galáxia") do MCU.

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