Viu Review - Lo and Behold
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Lo and Behold

Diretor
Werner Herzog
Elenco
Lawrence Krauss, Kevin Mitnick, Elon Musk, Sebastian Thrun
Ano
2016
País
EUA

Documentário ml-real ml-empreendedorismo ml-tecnologia ml-ff FilmeFilme

Lo and Behold

"Lo and Behold: Reveries of the Connected World", que por aqui ganhou o sugestivo título de "Eis os Delírios do Mundo Conectado", é um documentário denso, com um estilo narrativo muito mais tradicional do que estamos acostumados encontrar nos serviços de streaming atualmente - a partir de depoimentos de especialistas, o excelente diretor Werner Herzog faz um estudo interessante que transita muito bem entre a antropologia, a filosofia e a futurologia tendo como fio condutor a tecnologia, essencialmente baseada na internet.

"Lo and Behold" é de fato uma análise lírica sobre os impactos exercidos pela internet na sociedade contemporânea, bem como uma exploração filosófica e provocativa sobre os limites e as fronteiras da internet. Confira o trailer (em inglês):

Dividido em dez curtos capítulos, seguindo uma coerente troca de assuntos, Herzog meio que manipula aquilo que a Internet se tornou - com a facilidade de acesso à informação, grande parte de uma geração tem a incapacidade de lidar com narrativas longas, profundas ou rebuscadas, ou seja, embora denso e algumas vezes até técnico demais, nossa atenção não se dispersa e isso nos traz um visão bastante holística sobre cada uma das discussões -  em uma delas, inclusive, com a presença rara e ilustre de Elon Musk.

Veja, a montagem não é dinâmica, a fotografia é muito tradicional, não existe uma trilha sonora moderninha e muito menos inserções gráficas para apoiar as explicações ou divagações de cada um dos especialistas entrevistados pelo próprio Herzog. "Lo and Behold" procura não traçar uma linha temporal clássica, mas respeita o inicio e o fim da jornada, mostrando desde a histórica noite de 1969 quando a primeira mensagem foi enviada de um computador para outro, separados por 400 milhas de distância (a história sobre essa noite que dá nome ao documentário é excelente), até as possibilidades que a tecnologia já está considerando para os próximos anos.

O propósito de "Lo and Behold" é muito mais jogar as questões para quem assiste do que dar soluções - raramente (e isso é um enorme elogio) o documentário se apropria da sua impressão ou opinião sobre o assunto para direcionar a audiência. O filme não é um estudo aprofundado das inúmeras questões levantadas, mas uma provocação complexa e inteligente sobre a tecnologia que pode ser usada ao nosso favor desde que seu principal elemento entenda que esse é o correto a fazer: o ser humano.

Vale como insights, como curiosidade e como aprendizados sem ser manipulado!

Assista Agora

"Lo and Behold: Reveries of the Connected World", que por aqui ganhou o sugestivo título de "Eis os Delírios do Mundo Conectado", é um documentário denso, com um estilo narrativo muito mais tradicional do que estamos acostumados encontrar nos serviços de streaming atualmente - a partir de depoimentos de especialistas, o excelente diretor Werner Herzog faz um estudo interessante que transita muito bem entre a antropologia, a filosofia e a futurologia tendo como fio condutor a tecnologia, essencialmente baseada na internet.

"Lo and Behold" é de fato uma análise lírica sobre os impactos exercidos pela internet na sociedade contemporânea, bem como uma exploração filosófica e provocativa sobre os limites e as fronteiras da internet. Confira o trailer (em inglês):

Dividido em dez curtos capítulos, seguindo uma coerente troca de assuntos, Herzog meio que manipula aquilo que a Internet se tornou - com a facilidade de acesso à informação, grande parte de uma geração tem a incapacidade de lidar com narrativas longas, profundas ou rebuscadas, ou seja, embora denso e algumas vezes até técnico demais, nossa atenção não se dispersa e isso nos traz um visão bastante holística sobre cada uma das discussões -  em uma delas, inclusive, com a presença rara e ilustre de Elon Musk.

Veja, a montagem não é dinâmica, a fotografia é muito tradicional, não existe uma trilha sonora moderninha e muito menos inserções gráficas para apoiar as explicações ou divagações de cada um dos especialistas entrevistados pelo próprio Herzog. "Lo and Behold" procura não traçar uma linha temporal clássica, mas respeita o inicio e o fim da jornada, mostrando desde a histórica noite de 1969 quando a primeira mensagem foi enviada de um computador para outro, separados por 400 milhas de distância (a história sobre essa noite que dá nome ao documentário é excelente), até as possibilidades que a tecnologia já está considerando para os próximos anos.

O propósito de "Lo and Behold" é muito mais jogar as questões para quem assiste do que dar soluções - raramente (e isso é um enorme elogio) o documentário se apropria da sua impressão ou opinião sobre o assunto para direcionar a audiência. O filme não é um estudo aprofundado das inúmeras questões levantadas, mas uma provocação complexa e inteligente sobre a tecnologia que pode ser usada ao nosso favor desde que seu principal elemento entenda que esse é o correto a fazer: o ser humano.

Vale como insights, como curiosidade e como aprendizados sem ser manipulado!

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