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I am Bolt

Só assistam esse documentário! É sério!

Primeiro porque você ficará com um sorriso no rosto em pelo menos uns 80% do filme e segundo por se tratar da história de um dos maiores fenômenos de um esporte em todos os tempos - eu diria inclusive que ele está no meu top 5 ao lado de Pelé, Jordan, Phelps e Brady. Dirigido pela dupla Ben e Gabe Turner, "I am Bolt" tem uma dinâmica narrativa extremamente fluida, ágil e interessante cinematograficamente, ou seja, é muito fácil mergulhar no universo de Bolt e se apaixonar ainda mais por um dos atletas mais carismáticos de uma geração.

Usain Bolt é, e será o homem mais veloz do mundo por muito tempo ainda. Ele é único atleta na história do atletismo a ser tricampeão em três modalidades de pista em Jogos Olímpicos consecutivamente. E a lista de vitórias na carreira não para por aí, mas a vida de Bolt não se resume a isto. Em "I am Bolt", o velocista jamaicano abre as portas para um universo que vai além das pistas, ele se apresenta como o Bolt amigo, filho, com muitos sonhos e desafios e, principalmente, como um ser humano que muitos acreditam nem ser possível existir. Confira o trailer (em inglês):

Talvez o maior mérito de "I am Bolt" seja a forma como o roteiro construiu a jornada do atleta. Aproveitando uma linha narrativa que prioriza o desafio que foi para ele chegar ao Rio em 2016 em condições de lutar por uma medalha de ouro, após uma temporada de muitas incertezas e contusões, o documentário traça paralelos com várias passagens muito marcantes da sua carreira, desde o inicio como campeão mundial juvenil até se transformar no fenômeno esportivo que simplesmente não deu chances aos adversários durante mais de 10 anos.

Embora o jornada esportiva seja o valor histórico relevante aqui, a maneira como Ben e Gabe permitiram que Bolt criasse sua própria visão cinematográfica sobre sua vida, gerou ótimos e descontraídos momentos que dificilmente um atleta se propõe a mostrar. Bolt, é honesto em 100% do tempo, mesmo quando o assunto é mais delicado e que exige dele uma maior exposição: ao comentar sobre a necessidade de uma auto-motivação para se manter competitivo e confidenciar que isso parecia não ser mais tão impotente no final de sua carreira, temos a exata noção do que foi preciso fazer para ele se tornar esse atleta tão raro. Essa humanização é um presente para quem é capaz de criar paralelos com outras profissões e extrair a essência do que é querer ser o melhor (e conseguir).

O documentário nos ajuda a ter uma visão mais ampla do que é ser Usain Bolt - quase sempre em primeira pessoa. Em pouco menos que 120 minutos, percebemos, com muita proximidade, a importância de como determinados aspectos da vida do jamaicano, desde a infância no colégio de Trelawny até seu vínculo com os pais e amigos, ou a relação com os companheiros de equipe, seu treinador, Glenn Mills, o melhor amigo e empresário, Nugent Walker, e o agente, Ricky Simms; ajudaram a moldar seu caráter como ser humano, o diferenciando como atleta talentoso que sempre foi. São pouco depoimentos formais, é verdade, dando um aspecto quase caseiro aos vídeos, mas é de se elogiar como um recorte documental tão extenso se transformou em uma obra simplesmente imperdível para quem gosta de esporte e de biografia de atletas fora do normal.

Vale muito a pena!

Assista Agora

Só assistam esse documentário! É sério!

Primeiro porque você ficará com um sorriso no rosto em pelo menos uns 80% do filme e segundo por se tratar da história de um dos maiores fenômenos de um esporte em todos os tempos - eu diria inclusive que ele está no meu top 5 ao lado de Pelé, Jordan, Phelps e Brady. Dirigido pela dupla Ben e Gabe Turner, "I am Bolt" tem uma dinâmica narrativa extremamente fluida, ágil e interessante cinematograficamente, ou seja, é muito fácil mergulhar no universo de Bolt e se apaixonar ainda mais por um dos atletas mais carismáticos de uma geração.

Usain Bolt é, e será o homem mais veloz do mundo por muito tempo ainda. Ele é único atleta na história do atletismo a ser tricampeão em três modalidades de pista em Jogos Olímpicos consecutivamente. E a lista de vitórias na carreira não para por aí, mas a vida de Bolt não se resume a isto. Em "I am Bolt", o velocista jamaicano abre as portas para um universo que vai além das pistas, ele se apresenta como o Bolt amigo, filho, com muitos sonhos e desafios e, principalmente, como um ser humano que muitos acreditam nem ser possível existir. Confira o trailer (em inglês):

Talvez o maior mérito de "I am Bolt" seja a forma como o roteiro construiu a jornada do atleta. Aproveitando uma linha narrativa que prioriza o desafio que foi para ele chegar ao Rio em 2016 em condições de lutar por uma medalha de ouro, após uma temporada de muitas incertezas e contusões, o documentário traça paralelos com várias passagens muito marcantes da sua carreira, desde o inicio como campeão mundial juvenil até se transformar no fenômeno esportivo que simplesmente não deu chances aos adversários durante mais de 10 anos.

Embora o jornada esportiva seja o valor histórico relevante aqui, a maneira como Ben e Gabe permitiram que Bolt criasse sua própria visão cinematográfica sobre sua vida, gerou ótimos e descontraídos momentos que dificilmente um atleta se propõe a mostrar. Bolt, é honesto em 100% do tempo, mesmo quando o assunto é mais delicado e que exige dele uma maior exposição: ao comentar sobre a necessidade de uma auto-motivação para se manter competitivo e confidenciar que isso parecia não ser mais tão impotente no final de sua carreira, temos a exata noção do que foi preciso fazer para ele se tornar esse atleta tão raro. Essa humanização é um presente para quem é capaz de criar paralelos com outras profissões e extrair a essência do que é querer ser o melhor (e conseguir).

O documentário nos ajuda a ter uma visão mais ampla do que é ser Usain Bolt - quase sempre em primeira pessoa. Em pouco menos que 120 minutos, percebemos, com muita proximidade, a importância de como determinados aspectos da vida do jamaicano, desde a infância no colégio de Trelawny até seu vínculo com os pais e amigos, ou a relação com os companheiros de equipe, seu treinador, Glenn Mills, o melhor amigo e empresário, Nugent Walker, e o agente, Ricky Simms; ajudaram a moldar seu caráter como ser humano, o diferenciando como atleta talentoso que sempre foi. São pouco depoimentos formais, é verdade, dando um aspecto quase caseiro aos vídeos, mas é de se elogiar como um recorte documental tão extenso se transformou em uma obra simplesmente imperdível para quem gosta de esporte e de biografia de atletas fora do normal.

Vale muito a pena!

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