Viu Review - ml-europa

22 July

Há pouco tempo comentei sobre um filme europeu que chamou muito a minha atenção quando esteve em Berlin esse ano: Utøya 22. juli. - pelo "simples" fato do filme ser um plano sequencia de mais de uma hora. Pois bem, eu não conhecia a história dos atentados a um grupo de jovens que estavam em um ilha na Noruega antes de assistir esse filme, e a história é realmente perturbadora! Agora a Netflix que não é boba nem nada, resolveu trazer para o seu catálogo original esses terríveis e dramáticos acontecimentos com uma visão mais complexa. Então, ninguém melhor que Paul Greengrass de Vôo United 93 e Capitão Phillips para contar parte da história real que o filme do Erik Poppe não contou. Aliás, se tiverem oportunidade, não deixem de assistir nenhum dos dois, eles se completam - da mesma forma que "Dunkirk" foi essencial para contar parte da história que "O Destino de uma Nação" não contou. Confira o trailer:

Assista Agora ou

Há pouco tempo comentei sobre um filme europeu que chamou muito a minha atenção quando esteve em Berlin esse ano: Utøya 22. juli. - pelo "simples" fato do filme ser um plano sequencia de mais de uma hora. Pois bem, eu não conhecia a história dos atentados a um grupo de jovens que estavam em um ilha na Noruega antes de assistir esse filme, e a história é realmente perturbadora! Agora a Netflix que não é boba nem nada, resolveu trazer para o seu catálogo original esses terríveis e dramáticos acontecimentos com uma visão mais complexa. Então, ninguém melhor que Paul Greengrass de Vôo United 93 e Capitão Phillips para contar parte da história real que o filme do Erik Poppe não contou. Aliás, se tiverem oportunidade, não deixem de assistir nenhum dos dois, eles se completam - da mesma forma que "Dunkirk" foi essencial para contar parte da história que "O Destino de uma Nação" não contou. Confira o trailer:

Assista Agora ou

7 anos

Quatro amigos e sócios de uma empresa bem sucedida, discutindo por mais de uma hora, tentando escolher qual deles vai passar 7 anos na cadeia após a Receita Federal descobrir uma transação ilegal que todos estavam cientes. É exatamente isso: 77 minutos em uma mesma locação, com apenas 5 atores e só diálogos! Essa é a história de "7 anos", produção Original da Netflix de 2016. O conceito é o mesmo (ou muito parecido) que vimos nos bem sucedidos "Perfectos Desconocidos"e de "El Bar" - do genial Álex de la Iglesia!

Assista Agora ou

Quatro amigos e sócios de uma empresa bem sucedida, discutindo por mais de uma hora, tentando escolher qual deles vai passar 7 anos na cadeia após a Receita Federal descobrir uma transação ilegal que todos estavam cientes. É exatamente isso: 77 minutos em uma mesma locação, com apenas 5 atores e só diálogos! Essa é a história de "7 anos", produção Original da Netflix de 2016. O conceito é o mesmo (ou muito parecido) que vimos nos bem sucedidos "Perfectos Desconocidos"e de "El Bar" - do genial Álex de la Iglesia!

Assista Agora ou

7 Dias em Entebbe

Finalmente "7 Dias em Entebbe", novo filme do brasileiro José Padilha que estreou em Berlin, está disponível no streaming! Antes de mais nada é preciso dizer que o filme foi muito criticado pelo fato do Padilha ter "humanizado" os terroristas e ter focado em relações pouco usuais quando o assunto é o sequestro de um avião cheio de civis que serviriam de moeda de troca para presos políticos. Sinceramente isso não interferiu em absolutamente nada na minha experiência ao assistir o filme - talvez até pelo fato de eu não conhecer muito da história e muito menos estar inserido nesse tipo de discussão.

Em julho de 1976, um voo da Air France que partiu de Tel-Aviv à Paris é sequestrado e forçado a pousar em Entebbe, na Uganda. Os passageiros judeus são mantidos reféns para que seja negociada a liberação dos terroristas e anarquistas palestinos presos em Israel, na Alemanha e na Suécia. Sob pressão, o governo israelita decide organizar uma operação de resgate, atacar o campo de pouso e soltar os reféns. Confira o trailer:

Assista Agora ou

Finalmente "7 Dias em Entebbe", novo filme do brasileiro José Padilha que estreou em Berlin, está disponível no streaming! Antes de mais nada é preciso dizer que o filme foi muito criticado pelo fato do Padilha ter "humanizado" os terroristas e ter focado em relações pouco usuais quando o assunto é o sequestro de um avião cheio de civis que serviriam de moeda de troca para presos políticos. Sinceramente isso não interferiu em absolutamente nada na minha experiência ao assistir o filme - talvez até pelo fato de eu não conhecer muito da história e muito menos estar inserido nesse tipo de discussão.

Em julho de 1976, um voo da Air France que partiu de Tel-Aviv à Paris é sequestrado e forçado a pousar em Entebbe, na Uganda. Os passageiros judeus são mantidos reféns para que seja negociada a liberação dos terroristas e anarquistas palestinos presos em Israel, na Alemanha e na Suécia. Sob pressão, o governo israelita decide organizar uma operação de resgate, atacar o campo de pouso e soltar os reféns. Confira o trailer:

Assista Agora ou

7500

"7500" é mais uma excelente surpresa que você pode encontrar na Prime Vídeo! O filme acompanha a história de um voo entre Alemanha e França que sofre uma tentativa de ataque terrorista comandada por extremistas muçulmanos. O interessante, porém, é que o diretor e roteirista alemão, Patrick Vollrath, acabou criando uma atmosfera de tensão quase insuportável ao decidir nos mostrar um único ponto de vista dessa situação de terror: a do co-piloto Tobias Ellis (Joseph Gordon-Levitt), "preso" em sua cabine de comando! Confira o trailer (em inglês):

Para quem gosta desse estilo de filme, a lembrança do ótimo "Voo United 93", do grande diretor Paul Greengrass, surgirá imediatamente na memória. Pelo estilo da câmera solta, mais nervosa, quase documental, ao conceito narrativo escolhido para contar a história, "7500" bebe da mesma fonte com muita competência e nos coloca dentro do avião sem pedir muita licença. Vollrath não economiza ao mostrar os momentos de desespero do protagonista ao ter que tomar decisões muito difíceis, ao mesmo tempo que apenas sugere o que está acontecendo entre a tripulação, passageiros e terroristas fora da cabine. De fato, pode parecer que a história está incompleta, mas a sensação acaba sendo tão claustrofóbica e profunda que temos a impressão de estarmos assistindo uma transmissão ao vivo de tudo aquilo! Mas aqui cabe um aviso importante: "7500" não é um filme de ação, é um drama quase psicológico, angustiante pela veracidade das situações e muito difícil de digerir. Vale muito a pena, mesmo!

Assista Agora ou

"7500" é mais uma excelente surpresa que você pode encontrar na Prime Vídeo! O filme acompanha a história de um voo entre Alemanha e França que sofre uma tentativa de ataque terrorista comandada por extremistas muçulmanos. O interessante, porém, é que o diretor e roteirista alemão, Patrick Vollrath, acabou criando uma atmosfera de tensão quase insuportável ao decidir nos mostrar um único ponto de vista dessa situação de terror: a do co-piloto Tobias Ellis (Joseph Gordon-Levitt), "preso" em sua cabine de comando! Confira o trailer (em inglês):

Para quem gosta desse estilo de filme, a lembrança do ótimo "Voo United 93", do grande diretor Paul Greengrass, surgirá imediatamente na memória. Pelo estilo da câmera solta, mais nervosa, quase documental, ao conceito narrativo escolhido para contar a história, "7500" bebe da mesma fonte com muita competência e nos coloca dentro do avião sem pedir muita licença. Vollrath não economiza ao mostrar os momentos de desespero do protagonista ao ter que tomar decisões muito difíceis, ao mesmo tempo que apenas sugere o que está acontecendo entre a tripulação, passageiros e terroristas fora da cabine. De fato, pode parecer que a história está incompleta, mas a sensação acaba sendo tão claustrofóbica e profunda que temos a impressão de estarmos assistindo uma transmissão ao vivo de tudo aquilo! Mas aqui cabe um aviso importante: "7500" não é um filme de ação, é um drama quase psicológico, angustiante pela veracidade das situações e muito difícil de digerir. Vale muito a pena, mesmo!

Assista Agora ou

A Casa

A Casa

"A Casa" é mais um suspense psicológico que vem da Espanha e que justifica seu sucesso. Embora tenha lido muita gente reclamando do final (algo que se repetiu no ótimo "O Poço"), posso dizer tranquilamente que o filme entrega o que promete - angústia e mal estar!

Javier Muñoz (Javier Gutierrez) é um publicitário muito conhecido em Barcelona que está desempregado há algum tempo. O temor iminente de uma queda de padrão social só aumenta a cada entrevista de emprego frustada. Marga (Ruth Díaz), sua esposa, sugere a Javier que se mudem para um apartamento mais simples até que as coisas se restabeleçam. Acontece que Javier não se conforma com a situação, sente-se humilhado, inseguro. Quando ele vê o jovem casal que agora mora no seu antigo apartamento e que parece viver uma vida perfeita, ele é tomado pela inveja e a partir daí, começa a arquitetar um plano minucioso para retomar o seu antigo status e a felicidade de viver no topo. Confira o trailer:

O filme é ótimo, mas se você espera um thriller ao melhor estilo americano , esqueça, "A Casa" não é para você! O filme tem um levada psicológica menos intensa na ação - ele funciona muito mais na empatia que sentimos pelo personagem, mesmo sabendo que suas atitudes vão se distanciando cada vez mais dos nosso valores. É quase o sentimento que tínhamos pelo inesquecível Walter White de "Breaking Bad". Isso não é uma comparação, é apenas uma citação para explicar que a "A Casa" é um filme mais cadenciado, mas que é muito competente em nos colocar dentro da trama sem o menor esforço! Vale muito a pena!

Assista Agora ou

"A Casa" é mais um suspense psicológico que vem da Espanha e que justifica seu sucesso. Embora tenha lido muita gente reclamando do final (algo que se repetiu no ótimo "O Poço"), posso dizer tranquilamente que o filme entrega o que promete - angústia e mal estar!

Javier Muñoz (Javier Gutierrez) é um publicitário muito conhecido em Barcelona que está desempregado há algum tempo. O temor iminente de uma queda de padrão social só aumenta a cada entrevista de emprego frustada. Marga (Ruth Díaz), sua esposa, sugere a Javier que se mudem para um apartamento mais simples até que as coisas se restabeleçam. Acontece que Javier não se conforma com a situação, sente-se humilhado, inseguro. Quando ele vê o jovem casal que agora mora no seu antigo apartamento e que parece viver uma vida perfeita, ele é tomado pela inveja e a partir daí, começa a arquitetar um plano minucioso para retomar o seu antigo status e a felicidade de viver no topo. Confira o trailer:

O filme é ótimo, mas se você espera um thriller ao melhor estilo americano , esqueça, "A Casa" não é para você! O filme tem um levada psicológica menos intensa na ação - ele funciona muito mais na empatia que sentimos pelo personagem, mesmo sabendo que suas atitudes vão se distanciando cada vez mais dos nosso valores. É quase o sentimento que tínhamos pelo inesquecível Walter White de "Breaking Bad". Isso não é uma comparação, é apenas uma citação para explicar que a "A Casa" é um filme mais cadenciado, mas que é muito competente em nos colocar dentro da trama sem o menor esforço! Vale muito a pena!

Assista Agora ou

A Garota Desconhecida

Uma co-produção entre Bélgica e França, "La fille inconnue" (título original) foi indicado para a Palme d'Or em 2016 e conta a história de uma jovem médica chamada Jenny (Adèle Haenel), que certa noite resolve não atender ao interfone do consultório pois o horário de expediente já havia terminado. Acontece que na manhã seguinte, ela é informada pela polícia que uma garota não identificada foi encontrada morta próximo ao seu local de trabalho. Sentindo-se culpada, Jenny passa a acreditar que poderia ter salvado a vítima se tivesse atendido sua chamada e como uma forma de redenção (ou perdão), ela inicia sua busca incessante pela verdade sobre o ocorrido. Confira o trailer:

O roteiro é inteligente em discutir algumas questões morais baseado na necessidade da protagonista em diminuir o peso de uma responsabilidade que ela acredita ser sua, o fato de que a garota não teria morrido se ela tive agido diferente só fortalece dois elementos que regem suas ações em todo o filme e que nos convidam à reflexão: o poder da culpa e as escolhas que fazemos sem nem ao menos pensar nas consequências. O problema é que o mesmo roteiro que entrega um subtexto interessante, falha ao querer dar a mesma importância aos dramas paralelos, deixando com que um conceito narrativo bem elaborado se esvazie na superficialidade com que os irmãos Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, diretores e roteiristas, tratam seus personagens: os pais do estagiário de Jenny, Bryan (Louka Minnella), que tentam reatar o casamento e o trauma de Julien (Olivier Bonnaud) com o pai abusivo, são ótimos exemplos de tramas que não levam a lugar algum!

Embora simples, o filme é muito bem realizado, bem dirigido e tem uma fotografia bem peculiar (mérito de Alain Marcoen) e alinhada com o conceito estético marcante dos irmãos Dardenne, porém essa falta de foco, quase um emaranhado de sub-tramas sem muita conexão com o que realmente importa, prejudicam nossa percepção sobre o filme. Não que seja ruim, mas ele assume seu caráter independente transformando algo que poderia ter a força de um thriller investigativo ao melhor estilo "Garota Exemplar" em algo muito mais conceitual e completamente dispensável!

O assinante que se apegar a grife dos irmãos Dardenne: Jean-Pierre, de 65 anos, e Luc, de 62, ambos com duas Palmas de Ouro por "Rosetta" em 1999 e por "A Criança" em 2005 - além de mais de 50 prêmios nos maiores festivais de cinema do mundo e cujo maior sucesso recente foi "Dois Dias, uma Noite" com Marion Cotillard indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 2015 por sua personagem no filme, certamente vai relevar muito do que comentei nesse review, mas para você que busca um filme de investigação ou até um drama melhor estruturado, mesmo que comercial, pode ter certeza que existem melhores opções no seu serviço de streaming!

Assista Agora

Uma co-produção entre Bélgica e França, "La fille inconnue" (título original) foi indicado para a Palme d'Or em 2016 e conta a história de uma jovem médica chamada Jenny (Adèle Haenel), que certa noite resolve não atender ao interfone do consultório pois o horário de expediente já havia terminado. Acontece que na manhã seguinte, ela é informada pela polícia que uma garota não identificada foi encontrada morta próximo ao seu local de trabalho. Sentindo-se culpada, Jenny passa a acreditar que poderia ter salvado a vítima se tivesse atendido sua chamada e como uma forma de redenção (ou perdão), ela inicia sua busca incessante pela verdade sobre o ocorrido. Confira o trailer:

O roteiro é inteligente em discutir algumas questões morais baseado na necessidade da protagonista em diminuir o peso de uma responsabilidade que ela acredita ser sua, o fato de que a garota não teria morrido se ela tive agido diferente só fortalece dois elementos que regem suas ações em todo o filme e que nos convidam à reflexão: o poder da culpa e as escolhas que fazemos sem nem ao menos pensar nas consequências. O problema é que o mesmo roteiro que entrega um subtexto interessante, falha ao querer dar a mesma importância aos dramas paralelos, deixando com que um conceito narrativo bem elaborado se esvazie na superficialidade com que os irmãos Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, diretores e roteiristas, tratam seus personagens: os pais do estagiário de Jenny, Bryan (Louka Minnella), que tentam reatar o casamento e o trauma de Julien (Olivier Bonnaud) com o pai abusivo, são ótimos exemplos de tramas que não levam a lugar algum!

Embora simples, o filme é muito bem realizado, bem dirigido e tem uma fotografia bem peculiar (mérito de Alain Marcoen) e alinhada com o conceito estético marcante dos irmãos Dardenne, porém essa falta de foco, quase um emaranhado de sub-tramas sem muita conexão com o que realmente importa, prejudicam nossa percepção sobre o filme. Não que seja ruim, mas ele assume seu caráter independente transformando algo que poderia ter a força de um thriller investigativo ao melhor estilo "Garota Exemplar" em algo muito mais conceitual e completamente dispensável!

O assinante que se apegar a grife dos irmãos Dardenne: Jean-Pierre, de 65 anos, e Luc, de 62, ambos com duas Palmas de Ouro por "Rosetta" em 1999 e por "A Criança" em 2005 - além de mais de 50 prêmios nos maiores festivais de cinema do mundo e cujo maior sucesso recente foi "Dois Dias, uma Noite" com Marion Cotillard indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 2015 por sua personagem no filme, certamente vai relevar muito do que comentei nesse review, mas para você que busca um filme de investigação ou até um drama melhor estruturado, mesmo que comercial, pode ter certeza que existem melhores opções no seu serviço de streaming!

Assista Agora

A Louva a Deus

Syd Field, um dos especialistas em desenvolvimento de roteiros nos EUA,  sempre afirmou que um diretor mediano seria capaz de fazer um bom filme desde que o roteiro fosse bom (mas que o contrário seria impossível!). "A Louva-a-deus", minissérie que acabou de estrear na Netflix, ratifica essa afirmação ao cometer alguns dos mesmos erros de outra série francesa, "Marseille": uma produção de altíssimo nível, um roteiro bom, mas, infelizmente, uma direção fraca.

Na história, Jeanne Deber (Carole Bouquet) também conhecida como A Louva-a-Deus, é uma famosa assassina em série que aterrorizou a França há 25 anos atrás. Após três novos assassinatos, Deber é procurada pela polícia para ajudar nas investigações de um imitador. Ela aceita colaborar, desde que seu filho, agora policial, trabalhe ao seu lado. Confira o trailer, dublado:

Assista Agora ou

Syd Field, um dos especialistas em desenvolvimento de roteiros nos EUA,  sempre afirmou que um diretor mediano seria capaz de fazer um bom filme desde que o roteiro fosse bom (mas que o contrário seria impossível!). "A Louva-a-deus", minissérie que acabou de estrear na Netflix, ratifica essa afirmação ao cometer alguns dos mesmos erros de outra série francesa, "Marseille": uma produção de altíssimo nível, um roteiro bom, mas, infelizmente, uma direção fraca.

Na história, Jeanne Deber (Carole Bouquet) também conhecida como A Louva-a-Deus, é uma famosa assassina em série que aterrorizou a França há 25 anos atrás. Após três novos assassinatos, Deber é procurada pela polícia para ajudar nas investigações de um imitador. Ela aceita colaborar, desde que seu filho, agora policial, trabalhe ao seu lado. Confira o trailer, dublado:

Assista Agora ou

Amar

Gostei do Filme! Um pouco diferente do cinema espanhol que venho acompanhando ultimamente, mas não deixa de ser uma ótima surpresa.

"Amar" acompanha a história de amor que Laura (María Pedraza) e Carlos (Pol Monen) vivenciam: desde sua intensidade até a natural fragilidade do primeiro amor e como eles enxergam a realidade quando se sentem abalados pelas dificuldades naturais de uma relação e sentem que todo romantismo que idealizaram não passou de uma fase! Confira o trailer (em espanhol):

Antes de mais nada é preciso dizer que "Amar" é muito bem dirigido pelo Esteban Crespo, embora seja seu primeiro longa-metragem. O filme dialoga com alguns dramas adolescentes como sexualidade, descobertas, inseguranças, sonhos e decepções; mas sem se fazer piegas. Não é um grande roteiro, mas a forma como o diretor levou a narrativa, provocando os atores, trabalhando com as lentes mais fechadas nos momentos mais introspectivos, mas enquadrando a cidade ora em segundo plano como um pano de fundo completamente desfocado e colorido, ora como um personagem com uso das grandes angulares, para estabelecer todo aquele universo underground europeu - o resultado desse apuro estético é um filme, para mim, bastante maduro e merecedor de todos os elogios que recebeu - além de uma indicação para o Goya (Oscar Espanhol) para Pol Monen.

Um filme de relações adolescentes muito bem realizado. Vale o play como entretenimento, mas com uma pegada de cinema independente!

Assista Agora

Gostei do Filme! Um pouco diferente do cinema espanhol que venho acompanhando ultimamente, mas não deixa de ser uma ótima surpresa.

"Amar" acompanha a história de amor que Laura (María Pedraza) e Carlos (Pol Monen) vivenciam: desde sua intensidade até a natural fragilidade do primeiro amor e como eles enxergam a realidade quando se sentem abalados pelas dificuldades naturais de uma relação e sentem que todo romantismo que idealizaram não passou de uma fase! Confira o trailer (em espanhol):

Antes de mais nada é preciso dizer que "Amar" é muito bem dirigido pelo Esteban Crespo, embora seja seu primeiro longa-metragem. O filme dialoga com alguns dramas adolescentes como sexualidade, descobertas, inseguranças, sonhos e decepções; mas sem se fazer piegas. Não é um grande roteiro, mas a forma como o diretor levou a narrativa, provocando os atores, trabalhando com as lentes mais fechadas nos momentos mais introspectivos, mas enquadrando a cidade ora em segundo plano como um pano de fundo completamente desfocado e colorido, ora como um personagem com uso das grandes angulares, para estabelecer todo aquele universo underground europeu - o resultado desse apuro estético é um filme, para mim, bastante maduro e merecedor de todos os elogios que recebeu - além de uma indicação para o Goya (Oscar Espanhol) para Pol Monen.

Um filme de relações adolescentes muito bem realizado. Vale o play como entretenimento, mas com uma pegada de cinema independente!

Assista Agora

Areia Movediça

Desde o primeiro trailer de "Areia Movediça" algo me chamou muito a atenção, embora o "mistério" desse o tom daquela narrativa. Uma minissérie original sueca, produzida pela Netflix, com 6 episódios de 40 minutos cada, baseada em um best-seller, certamente viria com muito potencial!!! O livro de autor Malin Persson Giolito foi publicado em mais de 20 países e foi eleito o melhor romance nórdico de crimes de 2016. Depois de tudo que eu vi e li sobre a minissérie, eu só precisava confirmar se minhas expectativas iriam se comprovar e, posso te garantir: de fato, a história é muito interessante, envolvente e misteriosa! Típico projeto que tem tudo para agradar, mas as pessoas ainda precisam descobrir a enorme qualidade da produção sueca e tudo que envolve essa história.

Então vamos lá: a história é contada em duas linhas temporais diferentes. No presente Maja Norberg, uma jovem e linda estudante pré-vestibular, é acusada de matar seus colegas de escola à tiros, em plena sala de aula. No passado recente, vemos a mesma personagem envolvida com os estudos, se relacionando com a família e com os amigos da melhor forma possível, até que conhece o jovem Sebastian Fagerman - um garoto educado, bem nascido e apaixonado por ela. A primeira dúvida que surge é: como uma jovem tão educada e amorosa foi capaz de matar seus colegas de classe com tanto sangue frio?

Assista Agora ou

Desde o primeiro trailer de "Areia Movediça" algo me chamou muito a atenção, embora o "mistério" desse o tom daquela narrativa. Uma minissérie original sueca, produzida pela Netflix, com 6 episódios de 40 minutos cada, baseada em um best-seller, certamente viria com muito potencial!!! O livro de autor Malin Persson Giolito foi publicado em mais de 20 países e foi eleito o melhor romance nórdico de crimes de 2016. Depois de tudo que eu vi e li sobre a minissérie, eu só precisava confirmar se minhas expectativas iriam se comprovar e, posso te garantir: de fato, a história é muito interessante, envolvente e misteriosa! Típico projeto que tem tudo para agradar, mas as pessoas ainda precisam descobrir a enorme qualidade da produção sueca e tudo que envolve essa história.

Então vamos lá: a história é contada em duas linhas temporais diferentes. No presente Maja Norberg, uma jovem e linda estudante pré-vestibular, é acusada de matar seus colegas de escola à tiros, em plena sala de aula. No passado recente, vemos a mesma personagem envolvida com os estudos, se relacionando com a família e com os amigos da melhor forma possível, até que conhece o jovem Sebastian Fagerman - um garoto educado, bem nascido e apaixonado por ela. A primeira dúvida que surge é: como uma jovem tão educada e amorosa foi capaz de matar seus colegas de classe com tanto sangue frio?

Assista Agora ou

Bajo la piel de lobo

Não assista se estiver com sono. O filme quase não tem diálogos, então tem que estar muito disposto, porque é realmente um filme difícil, reflexivo, profundo - não é o tipo de filme que vai agradar a todos!

Martinón (Mario Casas) é o último habitante de Auzal, uma vila nas montanhas onde vive completamente isolado, sem comunicação, apenas com a natureza. Ele só desce aos vales habitados duas vezes por ano para negociar e comprar algumas provisões. Porém, certo dia, ele se convence que precisa se casar - uma decisão que visa suavizar sua alma insensível, se afastar da solidão, mas que de certa forma vai transformar a sua vida para sempre!

Assista Agora ou

Não assista se estiver com sono. O filme quase não tem diálogos, então tem que estar muito disposto, porque é realmente um filme difícil, reflexivo, profundo - não é o tipo de filme que vai agradar a todos!

Martinón (Mario Casas) é o último habitante de Auzal, uma vila nas montanhas onde vive completamente isolado, sem comunicação, apenas com a natureza. Ele só desce aos vales habitados duas vezes por ano para negociar e comprar algumas provisões. Porém, certo dia, ele se convence que precisa se casar - uma decisão que visa suavizar sua alma insensível, se afastar da solidão, mas que de certa forma vai transformar a sua vida para sempre!

Assista Agora ou

Borderliner

"Borderliner" (Grenseland) é uma minissérie norueguesa bem ao estilo "Forbrydelsen" mas com uma pegada mais "The Killing" - eu explico: a minissérie trás o tom sombrio da dinamarquesa "Forbrydelsen", mas com a narrativa um pouco mais dinâmica como da sua versão americana"The Killing".

Para proteger sua família, o detetive Nikolai (Tobias Santelmann) encobre um caso de assassinato. Mas quando sua parceira, a também investigadora Anniken (Ellen Dorrit Petersen) suspeita que algo está errado, Nikolai acaba ficando preso em um jogo perigoso de mentiras, tirando completamente sua percepção  entre o certo e o errado.

"Borderliner" estava na minha lista há algum um tempo e acabava sempre deixando de lado,.Não cometa esse erro, se você gosta de séries policiais, investigação, bem ao estilo "The Killing", "The Sinner"; assista "Borderliner"! Sua estrutura narrativa é bem interessante e a maneira como Nikolai vai se complicando a cada descoberta é angustiante. Seguindo o conceito nórdico de cinematografia, é impressionante como o conceito visual se apropria da história e provoca os nossos sentidos - reparem!

Minissérie em 8 episódios e sem previsão de uma segunda temporada... ainda bem!

Assista Agora

"Borderliner" (Grenseland) é uma minissérie norueguesa bem ao estilo "Forbrydelsen" mas com uma pegada mais "The Killing" - eu explico: a minissérie trás o tom sombrio da dinamarquesa "Forbrydelsen", mas com a narrativa um pouco mais dinâmica como da sua versão americana"The Killing".

Para proteger sua família, o detetive Nikolai (Tobias Santelmann) encobre um caso de assassinato. Mas quando sua parceira, a também investigadora Anniken (Ellen Dorrit Petersen) suspeita que algo está errado, Nikolai acaba ficando preso em um jogo perigoso de mentiras, tirando completamente sua percepção  entre o certo e o errado.

"Borderliner" estava na minha lista há algum um tempo e acabava sempre deixando de lado,.Não cometa esse erro, se você gosta de séries policiais, investigação, bem ao estilo "The Killing", "The Sinner"; assista "Borderliner"! Sua estrutura narrativa é bem interessante e a maneira como Nikolai vai se complicando a cada descoberta é angustiante. Seguindo o conceito nórdico de cinematografia, é impressionante como o conceito visual se apropria da história e provoca os nossos sentidos - reparem!

Minissérie em 8 episódios e sem previsão de uma segunda temporada... ainda bem!

Assista Agora

Bordertown

"Bordertown" é uma série finlandesa da Netflix muito inteligente e com um formato excelente para assistir em um final de semana. "Sorjonen" (título original) é uma co-produção da Finlândia com a França e foi apresentada para o Mercado Internacional na MIPTV de 2017. Validada pelo sucesso de audiência e alguns prêmios internacionais, a Netflix garantiu o direito de distribuição. Basicamente um detetive muda da capital para uma cidade pequena (divisa com a Russia) para se dedicar mais a família e cuidar da mulher que se recupera de um tumor no cérebro. Acontece que a cidade não é tão pacata quanto parece e alguns assassinatos começam acontecer. Kari Sorjonen então é chamado para ajudar a solucionar esses casos, porém seus métodos (completamente sensoriais) causam, naturalmente, certa estranheza na nova equipe.

Assista Agora ou

"Bordertown" é uma série finlandesa da Netflix muito inteligente e com um formato excelente para assistir em um final de semana. "Sorjonen" (título original) é uma co-produção da Finlândia com a França e foi apresentada para o Mercado Internacional na MIPTV de 2017. Validada pelo sucesso de audiência e alguns prêmios internacionais, a Netflix garantiu o direito de distribuição. Basicamente um detetive muda da capital para uma cidade pequena (divisa com a Russia) para se dedicar mais a família e cuidar da mulher que se recupera de um tumor no cérebro. Acontece que a cidade não é tão pacata quanto parece e alguns assassinatos começam acontecer. Kari Sorjonen então é chamado para ajudar a solucionar esses casos, porém seus métodos (completamente sensoriais) causam, naturalmente, certa estranheza na nova equipe.

Assista Agora ou

Califado

Antes de mais nada é preciso dizer que "Califado" é surpreendente e muito em breve deve cair no gosto de muitos assinantes da Netflix. Essa série sueca de 8 episódios é muito original, se não pelo tema, pela forma como retrata o terrorismo ao nos colocar dentro do extremismo devastador do Estado Islâmico! 

"Califado" acompanha três personagens-chaves, não por acaso, mulheres: Pervin (Gizem Erdogan) é uma sueca que mora na Síria e que vive o terror de viver com o marido Husam (Amed Bozan), jihadista do Estado Islâmico. Já Fatima (Aliette Opheim) é uma policial sueca que faz parte de um departamento que monitora atividades do Oriente Médio, muitas delas terroristas. E por fim, Sulle (Nora Rios), uma adolescente de 15 anos, adepta da religião muçulmana, que acredita que o governo sueco é contra sua crença e que a luta extremista do E.I. é 100% legítima! Embora as três histórias pareçam completamente distintas, elas começam a se interligar (e esse é um dos pontos altos da série) quando surge a suspeita que um possível ataque terrorista está sendo orquestrado a partir da Síria e que o alvo é a Suécia. Confira o trailer (dublado):

O maior mérito da série é o nível de tensão que ela vai criando - quase como uma bola de neve, eu diria. O roteiro é muito feliz ao criar uma complexa rede entre os personagens e fatos isolados que parecem sem conexão, nos provocando a não acreditar em tudo que assistimos - mais ou menos como "Homeland" fez em suas primeiras temporadas, porém com o agravante de nos mostrar um universo pouco confortável, cheio de dogmas e costumes difíceis de digerir - um sentimento muito próximo da experiencia de assistir "Nada Ortodoxa"! Olha, "Califado" é uma série excelente, mas é pesada, tem cenas fortes e mexe com um assunto que mesmo parecendo muito distante, nos soa muito familiar! Vale muito a pena!

Assista Agora ou

Antes de mais nada é preciso dizer que "Califado" é surpreendente e muito em breve deve cair no gosto de muitos assinantes da Netflix. Essa série sueca de 8 episódios é muito original, se não pelo tema, pela forma como retrata o terrorismo ao nos colocar dentro do extremismo devastador do Estado Islâmico! 

"Califado" acompanha três personagens-chaves, não por acaso, mulheres: Pervin (Gizem Erdogan) é uma sueca que mora na Síria e que vive o terror de viver com o marido Husam (Amed Bozan), jihadista do Estado Islâmico. Já Fatima (Aliette Opheim) é uma policial sueca que faz parte de um departamento que monitora atividades do Oriente Médio, muitas delas terroristas. E por fim, Sulle (Nora Rios), uma adolescente de 15 anos, adepta da religião muçulmana, que acredita que o governo sueco é contra sua crença e que a luta extremista do E.I. é 100% legítima! Embora as três histórias pareçam completamente distintas, elas começam a se interligar (e esse é um dos pontos altos da série) quando surge a suspeita que um possível ataque terrorista está sendo orquestrado a partir da Síria e que o alvo é a Suécia. Confira o trailer (dublado):

O maior mérito da série é o nível de tensão que ela vai criando - quase como uma bola de neve, eu diria. O roteiro é muito feliz ao criar uma complexa rede entre os personagens e fatos isolados que parecem sem conexão, nos provocando a não acreditar em tudo que assistimos - mais ou menos como "Homeland" fez em suas primeiras temporadas, porém com o agravante de nos mostrar um universo pouco confortável, cheio de dogmas e costumes difíceis de digerir - um sentimento muito próximo da experiencia de assistir "Nada Ortodoxa"! Olha, "Califado" é uma série excelente, mas é pesada, tem cenas fortes e mexe com um assunto que mesmo parecendo muito distante, nos soa muito familiar! Vale muito a pena!

Assista Agora ou

Case

"Case" é uma serie islandesa de 2015 que chegou na Netflix no final em 2018 com status de Produção Original, mas, mais uma vez, é aquele caso onde apenas os direitos de distribuição foram adquiridos. O drama gira em torno de uma investigação "não oficial" sobre um suposto suicídio de uma adolescente em um teatro da cidade. Embora a policia tenha dado o caso como encerrado, um escritório de advocacia continua a investigação, pois existe uma certa proximidade com os pais da vítima e logo uma cadeia de acontecimentos e descobertas vão, pouco a pouco, mostrando o que de pior existe dentro daquela sociedade e, claro, das pessoas que fazem parte dela.

Assista Agora ou

"Case" é uma serie islandesa de 2015 que chegou na Netflix no final em 2018 com status de Produção Original, mas, mais uma vez, é aquele caso onde apenas os direitos de distribuição foram adquiridos. O drama gira em torno de uma investigação "não oficial" sobre um suposto suicídio de uma adolescente em um teatro da cidade. Embora a policia tenha dado o caso como encerrado, um escritório de advocacia continua a investigação, pois existe uma certa proximidade com os pais da vítima e logo uma cadeia de acontecimentos e descobertas vão, pouco a pouco, mostrando o que de pior existe dentro daquela sociedade e, claro, das pessoas que fazem parte dela.

Assista Agora ou

Como Vender Drogas Online

Se "Good Girls" foi definida como a versão de "Breaking Bad" com protagonistas femininos, naturalmente vamos relacionar "Como Vender Drogas Online (Rápido)" como a versão adolescente da série de Vince Gilligan. O que poderia soar com uma certa desconfiança, afinal a Netflix vem enchendo seu catálogo de projetos bem duvidosos com temática adolescente desde 2019, tem um elemento que acaba colocando essa série em um outro patamar: "Como Vender Drogas Online (Rápido)" é uma produção alemã! Repare na sinopse: Moritz (Maximilian Mundt) é um nerd que, após terminar um relacionamento de muitos anos e ver sua ex-namorada, Lisa (Lena Klenke), começar a se relacionar com o "traficante", popular e esportista da escola, resolve abrir seu próprio negócio para ganhar muito dinheiro, respeito, poder e assim reconquistá-la - o problema é "como" ele quer conseguir tudo isso, claro! Confira o trailer:

Vender drogas online pela Deep Web foi uma escolha tão natural para dois Nerds com o mindset empreendedor, como produzir metanfetamina de qualidade foi para um químico como Walter White. Se a motivação de White era ganhar a maior quantidade de dinheiro possível para deixar sua família tranquila após descobrir que o câncer no pulmão acabaria com sua vida, a de Moritz soa exatamente igual - mas dentro daquele universo que ele pertence! O que achei interessante em "Como Vender Drogas Online (Rápido)"é que não existe uma banalização do drama do protagonista por ele ser um adolescente cheio de inseguranças - sua dor e preocupação são tão legitimos quanto o câncer de White. Mesmo se apoiando em assuntos que estamos cansados de assistir, a série usa de um conceito narrativo menos denso, o que transforma temas bastante delicados em alegorias de fácil entendimento. O fato da série ser relativamente curta, cada episódio com cerca de 30 minutos e cada temporada com apenas seis episódios, ajuda muito nessa dinâmica e vai proporcionar um ótimo entretenimento sem tomar muito seu tempo, porém, talvez deixe a sensação que os personagens mereceriam um desenvolvimento mais cuidadoso. De cara, eu posso afirmar tranquilamente que vale a pena - sinceramente, acho que essa série pode te surpreender e, muito em breve, se tornar uma das queridinhas dos assinantes da Netflix se for inteligente o suficiente para não cair no óbvio!

Assista Agora ou

Se "Good Girls" foi definida como a versão de "Breaking Bad" com protagonistas femininos, naturalmente vamos relacionar "Como Vender Drogas Online (Rápido)" como a versão adolescente da série de Vince Gilligan. O que poderia soar com uma certa desconfiança, afinal a Netflix vem enchendo seu catálogo de projetos bem duvidosos com temática adolescente desde 2019, tem um elemento que acaba colocando essa série em um outro patamar: "Como Vender Drogas Online (Rápido)" é uma produção alemã! Repare na sinopse: Moritz (Maximilian Mundt) é um nerd que, após terminar um relacionamento de muitos anos e ver sua ex-namorada, Lisa (Lena Klenke), começar a se relacionar com o "traficante", popular e esportista da escola, resolve abrir seu próprio negócio para ganhar muito dinheiro, respeito, poder e assim reconquistá-la - o problema é "como" ele quer conseguir tudo isso, claro! Confira o trailer:

Vender drogas online pela Deep Web foi uma escolha tão natural para dois Nerds com o mindset empreendedor, como produzir metanfetamina de qualidade foi para um químico como Walter White. Se a motivação de White era ganhar a maior quantidade de dinheiro possível para deixar sua família tranquila após descobrir que o câncer no pulmão acabaria com sua vida, a de Moritz soa exatamente igual - mas dentro daquele universo que ele pertence! O que achei interessante em "Como Vender Drogas Online (Rápido)"é que não existe uma banalização do drama do protagonista por ele ser um adolescente cheio de inseguranças - sua dor e preocupação são tão legitimos quanto o câncer de White. Mesmo se apoiando em assuntos que estamos cansados de assistir, a série usa de um conceito narrativo menos denso, o que transforma temas bastante delicados em alegorias de fácil entendimento. O fato da série ser relativamente curta, cada episódio com cerca de 30 minutos e cada temporada com apenas seis episódios, ajuda muito nessa dinâmica e vai proporcionar um ótimo entretenimento sem tomar muito seu tempo, porém, talvez deixe a sensação que os personagens mereceriam um desenvolvimento mais cuidadoso. De cara, eu posso afirmar tranquilamente que vale a pena - sinceramente, acho que essa série pode te surpreender e, muito em breve, se tornar uma das queridinhas dos assinantes da Netflix se for inteligente o suficiente para não cair no óbvio!

Assista Agora ou

Corpo e Alma

"Corpo e Alma" foi o representante Húngaro na disputa do Oscar2018. Ele chegou com a validação por ter ganho o Urso de Ouro em Berlin em 2017. O filme conta a história de um homem e uma mulher, colegas de trabalho, que passam a se conhecer melhor e acabam descobrindo que eles sonham as mesmas coisas durante a noite. Com isso, eles decidem tornar essa relação incomum em algo real, apesar das dificuldades no mundo real. Confira o trailer:

Assista Agora ou

"Corpo e Alma" foi o representante Húngaro na disputa do Oscar2018. Ele chegou com a validação por ter ganho o Urso de Ouro em Berlin em 2017. O filme conta a história de um homem e uma mulher, colegas de trabalho, que passam a se conhecer melhor e acabam descobrindo que eles sonham as mesmas coisas durante a noite. Com isso, eles decidem tornar essa relação incomum em algo real, apesar das dificuldades no mundo real. Confira o trailer:

Assista Agora ou

Dafne

"Dafne" é um filme simples, delicado e sensível ao tocar em um assunto bastante complexo e que invariavelmente cai na armadilha de ser sentimental demais: o luto! Porém, mais interessante que o assunto em si, é a forma como o diretor italiano Federico Bond retrata as nuances desse processo pelo olhar de uma jovem com Síndrome de Down. Dafne (Carolina Raspanti) perde a mãe inesperadamente e, de uma hora para outra, precisa aprender a lidar com a vida a partir desse acontecimento tão marcante - já que ela tinha uma forte ligação com a mãe, mas um certo distanciamento com seu pai. Durante esse processo de luto, e percebendo que o pai caminhava para uma profunda depressão, Dafne entende que ambos precisam aprender a se comunicar melhor e para isso iniciam uma verdadeira jornada de autoconhecimento com o objetivo de aprofundar ainda mais a relação entre eles. 

É inegável que "Dafne" trás um conceito bastante autoral para o filme, com uma progressão narrativa menos dinâmica - o que pode ser um grande problema para alguns. Porém, eu posso adiantar que, mesmo com certas inconstâncias, é cativante acompanhar a transformação da protagonista e da sua relação com o pai. Talvez o segundo ato seja o que mais sofra com as escolhas do roteiro, mas ao mesmo tempo, existe uma sensibilidade marcante ao pontuar algumas fases do luto que acabam nos provocando muitas reflexões - isso vai nos colocando dentro da história e quando percebemos já estamos no final... e digo mais: que belo final! Se você gosta de filmes de relação familiar, com alma e sem a obrigação de ser didático demais, certamente você vai gostar muito de "Dafne". Vale a pena!

Assista Agora ou

"Dafne" é um filme simples, delicado e sensível ao tocar em um assunto bastante complexo e que invariavelmente cai na armadilha de ser sentimental demais: o luto! Porém, mais interessante que o assunto em si, é a forma como o diretor italiano Federico Bond retrata as nuances desse processo pelo olhar de uma jovem com Síndrome de Down. Dafne (Carolina Raspanti) perde a mãe inesperadamente e, de uma hora para outra, precisa aprender a lidar com a vida a partir desse acontecimento tão marcante - já que ela tinha uma forte ligação com a mãe, mas um certo distanciamento com seu pai. Durante esse processo de luto, e percebendo que o pai caminhava para uma profunda depressão, Dafne entende que ambos precisam aprender a se comunicar melhor e para isso iniciam uma verdadeira jornada de autoconhecimento com o objetivo de aprofundar ainda mais a relação entre eles. 

É inegável que "Dafne" trás um conceito bastante autoral para o filme, com uma progressão narrativa menos dinâmica - o que pode ser um grande problema para alguns. Porém, eu posso adiantar que, mesmo com certas inconstâncias, é cativante acompanhar a transformação da protagonista e da sua relação com o pai. Talvez o segundo ato seja o que mais sofra com as escolhas do roteiro, mas ao mesmo tempo, existe uma sensibilidade marcante ao pontuar algumas fases do luto que acabam nos provocando muitas reflexões - isso vai nos colocando dentro da história e quando percebemos já estamos no final... e digo mais: que belo final! Se você gosta de filmes de relação familiar, com alma e sem a obrigação de ser didático demais, certamente você vai gostar muito de "Dafne". Vale a pena!

Assista Agora ou

Dark

Se você tem algum compromisso social para o final de semana não assista "Dark"!

"Dark" é a primeira produção alemã da Netflix. É um espécie de "Stranger Things" adulto, sombrio! Assisti os primeiros três episódios em uma tacada só e confesso que achei que poderia ser uma grande besteira - o primeiro episódio, por exemplo, está cheio de esteriótipos do gênero! Mas é claro que não é uma grande besteira (nem de longe)!

A série começa em 2019, em uma pequena cidade da Alemanha que está à procura de um adolescente desaparecido. Logo depois outra criança some, chamando a atenção para alguns fatos que aconteceram misteriosamente na mesma cidade só que em 1986.

Assista Agora ou

Se você tem algum compromisso social para o final de semana não assista "Dark"!

"Dark" é a primeira produção alemã da Netflix. É um espécie de "Stranger Things" adulto, sombrio! Assisti os primeiros três episódios em uma tacada só e confesso que achei que poderia ser uma grande besteira - o primeiro episódio, por exemplo, está cheio de esteriótipos do gênero! Mas é claro que não é uma grande besteira (nem de longe)!

A série começa em 2019, em uma pequena cidade da Alemanha que está à procura de um adolescente desaparecido. Logo depois outra criança some, chamando a atenção para alguns fatos que aconteceram misteriosamente na mesma cidade só que em 1986.

Assista Agora ou

Dix pour Cent

Talvez o maior mérito de "Dix pour Cent" seja o fato de ser muito despretensiosa. A série francesa, distribuída pela Netflix, é muito divertida e realmente não se preocupa com os próprios escorregões (literalmente) até encontrar o tom de cada episódio. "Dix pour Cent" é uma série da TV aberta francesa, um procedural (episódios com começo, meio e fim, além de um arco maior que abrange todos os personagens e suas relações), muito parecida com "House of Lies" em sua estrutura narrativa. Enquanto a série da HBO acompanha uma equipe de consultores, "Dix pour Cent" segue quatro agentes de talentos em Paris. Ambas usam a comédia para aliviar o peso dos seus dramas pessoais e cotidianos, às vezes até abusando um pouco do over-acting, mas ok, porque cabe perfeitamente nas situações que os personagens enfrentam na série. Digamos que tudo combina tão bem que nos fisga facilmente!

Assista Agora ou

Talvez o maior mérito de "Dix pour Cent" seja o fato de ser muito despretensiosa. A série francesa, distribuída pela Netflix, é muito divertida e realmente não se preocupa com os próprios escorregões (literalmente) até encontrar o tom de cada episódio. "Dix pour Cent" é uma série da TV aberta francesa, um procedural (episódios com começo, meio e fim, além de um arco maior que abrange todos os personagens e suas relações), muito parecida com "House of Lies" em sua estrutura narrativa. Enquanto a série da HBO acompanha uma equipe de consultores, "Dix pour Cent" segue quatro agentes de talentos em Paris. Ambas usam a comédia para aliviar o peso dos seus dramas pessoais e cotidianos, às vezes até abusando um pouco do over-acting, mas ok, porque cabe perfeitamente nas situações que os personagens enfrentam na série. Digamos que tudo combina tão bem que nos fisga facilmente!

Assista Agora ou

Doctor Foster

"Doctor Foster" é tudo o que "Gipsy" (da Netflix) se propôs a ser e que acabou passando longe. A minissérie inglesa da BBC é mais envolvente, mais inteligente e menos previsível do que "Gipsy", embora tenha ficado com medo de assumir um desfecho que seria, além de impactante, completamente surpreendente - assim que assistir você vai entender!

A minissérie acompanha Gemma Foster (Suranne Jones) uma médica bem sucedida e aparentemente feliz no casamento. Ela tem um marido apaixonado, Simon, vivido (Bertie Carvel) e um filho pré-adolescente, Tom, (Tom Taylor). Tudo andava muito bem no cotidiano pacato de Foster até que ela encontra um fio de cabelo no lenço do marido. O interessante é que se no inicio essa descoberta parece paranóia, logo percebemos que Foster está disposta a iniciar uma profunda investigação que mudará a sua vida para sempre. Confira o trailer:

"Doctor Foster" é uma minissérie boa, tem uma personagem forte e bem interpretada pela atriz Suranne Jones (que chegou a ganhar o BAFTA TV Award em 2016 com essa personagem); e um tema que está em alta lá fora: traição e suas consequências. Mas tem dois "poréns": o primeiro é que a fotografia é horrível (como a de "Gipsy" inclusive) - aquela luz de fundo estourada que faz tudo parecer estúdio de tão artificial e segundo, caiu na síndrome do sucesso, de não saber parar na hora certa: foi criada como minissérie e depois transformada em série com uma segunda temporada muito fraca (disponível na Netflix, mas completamente dispensável).

"Doctor Foster" é um excelente opção para quem gosta de uma personagem forte, em busca de vingança: são 5 episódios de 50 minutos, com uma direção bem dinâmica e um roteiro quase perfeito (não fosse o final da primeira temporada como já comentei). Eu indico tranquilamente!

Assista Agora

"Doctor Foster" é tudo o que "Gipsy" (da Netflix) se propôs a ser e que acabou passando longe. A minissérie inglesa da BBC é mais envolvente, mais inteligente e menos previsível do que "Gipsy", embora tenha ficado com medo de assumir um desfecho que seria, além de impactante, completamente surpreendente - assim que assistir você vai entender!

A minissérie acompanha Gemma Foster (Suranne Jones) uma médica bem sucedida e aparentemente feliz no casamento. Ela tem um marido apaixonado, Simon, vivido (Bertie Carvel) e um filho pré-adolescente, Tom, (Tom Taylor). Tudo andava muito bem no cotidiano pacato de Foster até que ela encontra um fio de cabelo no lenço do marido. O interessante é que se no inicio essa descoberta parece paranóia, logo percebemos que Foster está disposta a iniciar uma profunda investigação que mudará a sua vida para sempre. Confira o trailer:

"Doctor Foster" é uma minissérie boa, tem uma personagem forte e bem interpretada pela atriz Suranne Jones (que chegou a ganhar o BAFTA TV Award em 2016 com essa personagem); e um tema que está em alta lá fora: traição e suas consequências. Mas tem dois "poréns": o primeiro é que a fotografia é horrível (como a de "Gipsy" inclusive) - aquela luz de fundo estourada que faz tudo parecer estúdio de tão artificial e segundo, caiu na síndrome do sucesso, de não saber parar na hora certa: foi criada como minissérie e depois transformada em série com uma segunda temporada muito fraca (disponível na Netflix, mas completamente dispensável).

"Doctor Foster" é um excelente opção para quem gosta de uma personagem forte, em busca de vingança: são 5 episódios de 50 minutos, com uma direção bem dinâmica e um roteiro quase perfeito (não fosse o final da primeira temporada como já comentei). Eu indico tranquilamente!

Assista Agora