Viu Review - Divino Baggio
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Divino Baggio

Diretor
Letizia Lamartire
Elenco
Andrea Arcangeli, Valentina Bellè, Antonio Zavatteri
Ano
2021
País
Italia

Lançamentos Drama netflix ml-real ml-biografia ml-esporte ml-futebol

Divino Baggio

Eu costumo dizer que antes de qualquer julgamento é preciso conhecer o outro lado da história e talvez esse seja o grande mérito de "Divino Baggio". Veja, se para nós brasileiros o dia  17 de Julho de 1994 foi inesquecível, para os italianos e, mais precisamente, para o camisa 10 da Azzurra, Roberto Baggio, aquela final disputada no Rose Bowl, na cidade de Pasadena nos Estados Unidos, também foi!

Essa produção original da Netflix acompanha algumas passagens importantes dos 22 anos de carreira de Roberto Baggio e mostra tanto a história do jogador de futebol quanto do homem por trás da camisa 10, incluindo seus conflitos com os técnicos, alguns importantes imprevistos e dificuldades durante a carreira e, claro, sua enorme capacidade de recuperação, pessoal e profissional. "Divino Baggio" é um verdadeiro retrato de um ícone destinado a se tornar um símbolo do futebol italiano em todo o mundo. Confira o trailer:

Como toda cinebiografia, é preciso fazer um recorte da jornada do personagem e a escolha dos roteiristas Ludovica Rampoldi e Stefano Sardo (de “O Garoto Invisível“) foi dividir o filme em três grandes arcos: uma grave lesão quando Baggio estava prestes a se transferir do pequeno Vicenza para a tradicional Fiorentina na séria A como o jogador jovem mais bem pago da Itália, depois os bastidores da sinuosa campanha na Copa do Mundo de 1994 e por fim a sua luta pela redenção e a chance de disputar a Copa do Mundo de 2002, já mais próximo da aposentadoria. Como em três grandes atos independentes, o único problema dessa escolha foi a falta de conexão entre essas passagens tão importantes na vida do jogador - mesmo com as legendas indicando os saltos temporais, faltou unidade narrativa, porém não prejudica em nada a experiência, mas impacta na fluidez do filme.

Dirigido por Letizia Lamartire (da série “Baby”), "Divino Baggio" prioriza os bastidores, o que, de fato, acontecia fora das quatro linhas, pelo ponto de vista do jogador - para aqueles que esperam muitas cenas dentro de campo, esquece, o filme está preocupado com a intimidade do personagem, não com a espetacularização do esporte - e aqui cabe um comentário: mesmo assim, as cenas de jogos foram muito bem produzidas e, por incrível que pareça, bem caracterizadas - diferente de outro título que também tem o futebol como pano de fundo e que não teve a mesma preocupação: "El Presidente". O nível de produção é incomparável! Um detalhe que vale reparar: as partidas de futebol são filmadas com cortes rápidos e misturadas com imagens reais; como as reproduções dos lances são bem fidedignas, é bem difícil definir o que é real e o que foi encenado.

"Divino Baggio" dá suas derrapadas, e até pelo orçamento da produção evita mostrar mais cenas dentro de campo ou outros personagens famosos, mas, fora dele, entrega uma cinebiografia que merece respeito e muito bem realizada - a caracterização de Andrea Arcangeli, por exemplo, é impressionante. O fato é que, mesmo com todo brasileiro já sabendo o final dessa história, nos sentimos presos ao drama e nos solidarizamos com ele. Ao entender o que acontecia nos bastidores enquanto comemorávamos o tetra, passamos a enxergar Baggio menos como o atleta que perdeu um pênalti e mais como ser humano, com defeitos e qualidades - e isso terá um imenso valor (emocionante até) ao concluirmos essa jornada!

Vale seu play!

Assista Agora

Eu costumo dizer que antes de qualquer julgamento é preciso conhecer o outro lado da história e talvez esse seja o grande mérito de "Divino Baggio". Veja, se para nós brasileiros o dia  17 de Julho de 1994 foi inesquecível, para os italianos e, mais precisamente, para o camisa 10 da Azzurra, Roberto Baggio, aquela final disputada no Rose Bowl, na cidade de Pasadena nos Estados Unidos, também foi!

Essa produção original da Netflix acompanha algumas passagens importantes dos 22 anos de carreira de Roberto Baggio e mostra tanto a história do jogador de futebol quanto do homem por trás da camisa 10, incluindo seus conflitos com os técnicos, alguns importantes imprevistos e dificuldades durante a carreira e, claro, sua enorme capacidade de recuperação, pessoal e profissional. "Divino Baggio" é um verdadeiro retrato de um ícone destinado a se tornar um símbolo do futebol italiano em todo o mundo. Confira o trailer:

Como toda cinebiografia, é preciso fazer um recorte da jornada do personagem e a escolha dos roteiristas Ludovica Rampoldi e Stefano Sardo (de “O Garoto Invisível“) foi dividir o filme em três grandes arcos: uma grave lesão quando Baggio estava prestes a se transferir do pequeno Vicenza para a tradicional Fiorentina na séria A como o jogador jovem mais bem pago da Itália, depois os bastidores da sinuosa campanha na Copa do Mundo de 1994 e por fim a sua luta pela redenção e a chance de disputar a Copa do Mundo de 2002, já mais próximo da aposentadoria. Como em três grandes atos independentes, o único problema dessa escolha foi a falta de conexão entre essas passagens tão importantes na vida do jogador - mesmo com as legendas indicando os saltos temporais, faltou unidade narrativa, porém não prejudica em nada a experiência, mas impacta na fluidez do filme.

Dirigido por Letizia Lamartire (da série “Baby”), "Divino Baggio" prioriza os bastidores, o que, de fato, acontecia fora das quatro linhas, pelo ponto de vista do jogador - para aqueles que esperam muitas cenas dentro de campo, esquece, o filme está preocupado com a intimidade do personagem, não com a espetacularização do esporte - e aqui cabe um comentário: mesmo assim, as cenas de jogos foram muito bem produzidas e, por incrível que pareça, bem caracterizadas - diferente de outro título que também tem o futebol como pano de fundo e que não teve a mesma preocupação: "El Presidente". O nível de produção é incomparável! Um detalhe que vale reparar: as partidas de futebol são filmadas com cortes rápidos e misturadas com imagens reais; como as reproduções dos lances são bem fidedignas, é bem difícil definir o que é real e o que foi encenado.

"Divino Baggio" dá suas derrapadas, e até pelo orçamento da produção evita mostrar mais cenas dentro de campo ou outros personagens famosos, mas, fora dele, entrega uma cinebiografia que merece respeito e muito bem realizada - a caracterização de Andrea Arcangeli, por exemplo, é impressionante. O fato é que, mesmo com todo brasileiro já sabendo o final dessa história, nos sentimos presos ao drama e nos solidarizamos com ele. Ao entender o que acontecia nos bastidores enquanto comemorávamos o tetra, passamos a enxergar Baggio menos como o atleta que perdeu um pênalti e mais como ser humano, com defeitos e qualidades - e isso terá um imenso valor (emocionante até) ao concluirmos essa jornada!

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