Viu Review - O Gambito da Rainha
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O Gambito da Rainha

Diretor
Scott Frank
Elenco
Anya Taylor-Joy, Chloe Pirrie, Bill Camp
Ano
2020
País
EUA

Drama netflix ml-real ml-biografia ml-esporte

O Gambito da Rainha

Antes de mais nada é preciso dizer que "O Gambito da Rainha" não se trata de xadrez, da mesma forma que o filme "Rocky" não se tratava de boxe - o esporte, seja ele qual for, nos conta ótimas histórias, reais ou de ficção, mas serve apenas como pano de fundo para mover o que mais nos interessa: o personagem em busca de superação, a partir de resiliência, dedicação e, acredite, fé (seja ela qual for)!

Beth Harmon (Anya Taylor-Joy) é uma criança prodígio, com um passado conturbado, sem nenhuma referência familiar ou de afeto. Com a morte de sua mãe em um acidente de carro, ela é levada para um orfanato e é lá que acaba aprendendo e se apaixonando pelo xadrez. A partir daí acompanhamos sua jornada como enxadrista: dos primeiros campeonatos até a disputa do campeonato mundial, competindo com os melhores do mundo (leia-se, os soviéticos) em plena Moscou da Guerra-Fria. Confira o trailer:

Ambientada nos anos 60, em um cenário onde a tensão política entre EUA e URSS criava uma uma atmosfera competitiva entre os dois países, "O Gambito da Rainha" acerta na mosca ao usar o esporte como fio condutor para tocar em outros temas bastante relevantes atualmente, como o abandono parental, o abuso de substâncias químicas como o álcool e calmantes, o patriarcado e a até a desigualdade de gênero. Sem dúvida alguma, estamos falando de uma minissérie leve, então não espere diálogos marcantes ou cenas impactantes no desenvolvimentos desses assuntos mais espinhosos e talvez por esse motivo. tenha atraído tanta audiência e se transformado na minissérie mais assistida do serviço de streaming da história nos seus primeiros 28 dias de exibição!

"O Gambito da Rainha" é um movimento de abertura em uma partida de xadrez onde se oferece um peão para adquirir vantagem de posição, romper a posição central do adversário ou organizar um ataque mais rápido e eficiente. Você sabia disso? Pois é, eu também não! E aí talvez esteja a jogada mais genial do planejamento estratégico da Netflix: mesmo com um título tão especifico como esse (que em português é ainda mais duvidoso) e tendo um esporte pouco, digamos, emocionante em destaque; colocar Anya Taylor-Joy no papel de protagonista para gerar o mínimo de curiosidade sobre a história se mostrou um grande acerto! Taylor-Joy (de "A Bruxa", "Fragmentado" e "Os Novos Mutantes") está simplesmente sensacional - e pode separar o Emmy ou Globo de Ouro de 2021 para ela! Além de linda, ela tem um efeito que hipnotiza com seu carisma - ela fala com olhar, com a o silêncio, com a paixão! É realmente um presente de personagem!

O roteiro, baseado no livro homônimo de Walter Trevis (1983), é muito bem construído - se respeitarmos as limitações narrativas impostas pelo serviço de streaming para atingir uma maior audiência. Se pensarmos que o projeto inicialmente seria de um filme (com Ellen Page como Beth Harmon), posso garantir que saímos ganhando! Os 7 episódios cobrem muito bem o desenvolvimento da protagonista como esportista e pincela razoavelmente bem os temas que vão ajudar a compor sua personalidade - você não verá o processo de decadência de Beth Harmon, mesmo com o texto flertando em vários momentos com essa expectativa, porém a jornada é tão bem trabalhada que nem nos damos conta que para o herói conseguir seu objetivo, ele precisa cair, retornar e enfrentar seus maiores fantasmas até a vitória final!

A minissérie é muito bem dirigida pelo Scott Frank - um talento como roteirista, indicado duas vezes ao Oscar ("Logan" e "Irresistível Paixão"), e que vem se provando um promissor diretor desde "Godless". O Desenho de Produção faz uma reconstituição de época bem interessante também, embora algumas aplicações de cenários virtuais tenham ficado bem falsos, mas mesmo assim, tanto os figurinos, quanto a direção de arte em si, estão muito bonitos. Dois pontos merecem nossa atenção: a trilha sonora é cuidadosa, funciona como gatilhos emocionais em todo momento chave - da mesma forma como em "Rocky 4" para seguirmos com a comparação (mesmo que pareça esdrúxula). E a intervenções gráficas do tabuleiro de xadrez quando Harmon está sob o efeito dos calmantes, são muito legais!

Não poderia terminar essa análise sem deixar de citar Isla Johnston - a  Beth Harmon criança do primeiro episódio. Essa menina é um fenômeno - guardem o nome dela! Pois bem, "O Gambito da Rainha" não é um sucesso por acaso, como fica fácil comprovar após esse texto. Tudo que é preciso para criar uma jornada emocionante de superação está na história. Procurei não entrar em tantos detalhes narrativos para não influenciar na sua experiência, mas pode embarcar tranquilamente que serão quase sete horas de um ótimo entretenimento, mas poucas surpresas! Vale a pena ! 

Assista Agora

Antes de mais nada é preciso dizer que "O Gambito da Rainha" não se trata de xadrez, da mesma forma que o filme "Rocky" não se tratava de boxe - o esporte, seja ele qual for, nos conta ótimas histórias, reais ou de ficção, mas serve apenas como pano de fundo para mover o que mais nos interessa: o personagem em busca de superação, a partir de resiliência, dedicação e, acredite, fé (seja ela qual for)!

Beth Harmon (Anya Taylor-Joy) é uma criança prodígio, com um passado conturbado, sem nenhuma referência familiar ou de afeto. Com a morte de sua mãe em um acidente de carro, ela é levada para um orfanato e é lá que acaba aprendendo e se apaixonando pelo xadrez. A partir daí acompanhamos sua jornada como enxadrista: dos primeiros campeonatos até a disputa do campeonato mundial, competindo com os melhores do mundo (leia-se, os soviéticos) em plena Moscou da Guerra-Fria. Confira o trailer:

Ambientada nos anos 60, em um cenário onde a tensão política entre EUA e URSS criava uma uma atmosfera competitiva entre os dois países, "O Gambito da Rainha" acerta na mosca ao usar o esporte como fio condutor para tocar em outros temas bastante relevantes atualmente, como o abandono parental, o abuso de substâncias químicas como o álcool e calmantes, o patriarcado e a até a desigualdade de gênero. Sem dúvida alguma, estamos falando de uma minissérie leve, então não espere diálogos marcantes ou cenas impactantes no desenvolvimentos desses assuntos mais espinhosos e talvez por esse motivo. tenha atraído tanta audiência e se transformado na minissérie mais assistida do serviço de streaming da história nos seus primeiros 28 dias de exibição!

"O Gambito da Rainha" é um movimento de abertura em uma partida de xadrez onde se oferece um peão para adquirir vantagem de posição, romper a posição central do adversário ou organizar um ataque mais rápido e eficiente. Você sabia disso? Pois é, eu também não! E aí talvez esteja a jogada mais genial do planejamento estratégico da Netflix: mesmo com um título tão especifico como esse (que em português é ainda mais duvidoso) e tendo um esporte pouco, digamos, emocionante em destaque; colocar Anya Taylor-Joy no papel de protagonista para gerar o mínimo de curiosidade sobre a história se mostrou um grande acerto! Taylor-Joy (de "A Bruxa", "Fragmentado" e "Os Novos Mutantes") está simplesmente sensacional - e pode separar o Emmy ou Globo de Ouro de 2021 para ela! Além de linda, ela tem um efeito que hipnotiza com seu carisma - ela fala com olhar, com a o silêncio, com a paixão! É realmente um presente de personagem!

O roteiro, baseado no livro homônimo de Walter Trevis (1983), é muito bem construído - se respeitarmos as limitações narrativas impostas pelo serviço de streaming para atingir uma maior audiência. Se pensarmos que o projeto inicialmente seria de um filme (com Ellen Page como Beth Harmon), posso garantir que saímos ganhando! Os 7 episódios cobrem muito bem o desenvolvimento da protagonista como esportista e pincela razoavelmente bem os temas que vão ajudar a compor sua personalidade - você não verá o processo de decadência de Beth Harmon, mesmo com o texto flertando em vários momentos com essa expectativa, porém a jornada é tão bem trabalhada que nem nos damos conta que para o herói conseguir seu objetivo, ele precisa cair, retornar e enfrentar seus maiores fantasmas até a vitória final!

A minissérie é muito bem dirigida pelo Scott Frank - um talento como roteirista, indicado duas vezes ao Oscar ("Logan" e "Irresistível Paixão"), e que vem se provando um promissor diretor desde "Godless". O Desenho de Produção faz uma reconstituição de época bem interessante também, embora algumas aplicações de cenários virtuais tenham ficado bem falsos, mas mesmo assim, tanto os figurinos, quanto a direção de arte em si, estão muito bonitos. Dois pontos merecem nossa atenção: a trilha sonora é cuidadosa, funciona como gatilhos emocionais em todo momento chave - da mesma forma como em "Rocky 4" para seguirmos com a comparação (mesmo que pareça esdrúxula). E a intervenções gráficas do tabuleiro de xadrez quando Harmon está sob o efeito dos calmantes, são muito legais!

Não poderia terminar essa análise sem deixar de citar Isla Johnston - a  Beth Harmon criança do primeiro episódio. Essa menina é um fenômeno - guardem o nome dela! Pois bem, "O Gambito da Rainha" não é um sucesso por acaso, como fica fácil comprovar após esse texto. Tudo que é preciso para criar uma jornada emocionante de superação está na história. Procurei não entrar em tantos detalhes narrativos para não influenciar na sua experiência, mas pode embarcar tranquilamente que serão quase sete horas de um ótimo entretenimento, mas poucas surpresas! Vale a pena ! 

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