Viu Review - Invincible
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Invincible

Elenco
Steven Yeun, J.K. Simmons, Sandra Oh
Ano
2021
País
EUA

animação Amazon ml-quentin-tarantino ml-dramedia ml-violencia ml-vince-gilligan ml-heroi ml-dc ml-marvel ml-vu

Invincible

Antes de mais nada é preciso avisar: "Invincible" será uma das animações mais violentas que você vai assistir! A surpreendente série da Prime Vídeo pinta, ou melhor, mancha de vermelho duas histórias bastante tradicionais: a "jornada do herói" e o ‘coming of age’.

Nesse universo, vários seres com superpoderes habitam a Terra (e outros planetas). Todos os heróis e vilões que você conhece parecem ter uma ‘versão beta’ em "Invincible". E isso não é ruim. Não mesmo! Os personagens possuem motivações convincentes e até dúbias. Há várias subtramas acontecendo ao mesmo tempo e, felizmente, o roteiro consegue costura-las organicamente.

A série adapta os HQs de Robert Kirkman e narra a vida de um jovem de 17 anos que é filho de um poderoso alienígena com uma humana, Mark Grayson. O adolescente ainda está aprendendo a usar seus poderes quando se vê frente a ameaças como invasões extraterrestres e vilões sádicos. E, enquanto tenta salvar o dia e seguir os passos de seu pai, um famoso super-herói, ele também tenta sobreviver ao seu processo de amadurecimento como um ser "quase" humano. Confira o trailer:

A série não tem uma definição clara de público alvo. A violência explícita e o mistério sombrio contrastam com um drama juvenil e diálogos simplórios (pra não dizer bobos). Em compensação, o humor afiado funciona bem. O espetacular elenco de vozes que vai de J.K. Simmons até Zachary Quinto, passando por Sandra Oh, Steven Yeun, Zazie Beetz, Gillian Jacobs, entre outros; eleva (ainda mais) o nível de carisma dos personagens. Por isso, fica a recomendação: assista no idioma original!

Esteticamente, a animação 2D se aproxima menos de clássicos japoneses (como "Akira") e mais de séries juvenis (como "X-Men: Evolution") - o conceito estético segue com grande fidelidade os traços originais de Ryan Otley e Cory Walker dos HQs, com a atmosfera e o tom bastante semelhantes às histórias publicadas pela Image Comics em 144 edições entre 2003 e 2018. Também por isso, a violência é ainda mais impactante!

A duração dos episódios poderia ser menor? Sim. Apesar disso, a carga dramática é crescente na segunda metade da temporada. Os dois últimos episódios, especialmente, são uma sequência de socos no estômago – em todos os sentidos.

"Invincible" traz um frescor sangrento ao já saturado universo dos super-heróis. Para Mark Grayson, testemunhar verdades inconvenientes e a fragilidade da vida humana são os golpes que mais machucam. Vale a pena!

Escrito por Ricelli Ribeiro com Edição de André Siqueira - uma parceria @dicastreaming 

Assista Agora

Antes de mais nada é preciso avisar: "Invincible" será uma das animações mais violentas que você vai assistir! A surpreendente série da Prime Vídeo pinta, ou melhor, mancha de vermelho duas histórias bastante tradicionais: a "jornada do herói" e o ‘coming of age’.

Nesse universo, vários seres com superpoderes habitam a Terra (e outros planetas). Todos os heróis e vilões que você conhece parecem ter uma ‘versão beta’ em "Invincible". E isso não é ruim. Não mesmo! Os personagens possuem motivações convincentes e até dúbias. Há várias subtramas acontecendo ao mesmo tempo e, felizmente, o roteiro consegue costura-las organicamente.

A série adapta os HQs de Robert Kirkman e narra a vida de um jovem de 17 anos que é filho de um poderoso alienígena com uma humana, Mark Grayson. O adolescente ainda está aprendendo a usar seus poderes quando se vê frente a ameaças como invasões extraterrestres e vilões sádicos. E, enquanto tenta salvar o dia e seguir os passos de seu pai, um famoso super-herói, ele também tenta sobreviver ao seu processo de amadurecimento como um ser "quase" humano. Confira o trailer:

A série não tem uma definição clara de público alvo. A violência explícita e o mistério sombrio contrastam com um drama juvenil e diálogos simplórios (pra não dizer bobos). Em compensação, o humor afiado funciona bem. O espetacular elenco de vozes que vai de J.K. Simmons até Zachary Quinto, passando por Sandra Oh, Steven Yeun, Zazie Beetz, Gillian Jacobs, entre outros; eleva (ainda mais) o nível de carisma dos personagens. Por isso, fica a recomendação: assista no idioma original!

Esteticamente, a animação 2D se aproxima menos de clássicos japoneses (como "Akira") e mais de séries juvenis (como "X-Men: Evolution") - o conceito estético segue com grande fidelidade os traços originais de Ryan Otley e Cory Walker dos HQs, com a atmosfera e o tom bastante semelhantes às histórias publicadas pela Image Comics em 144 edições entre 2003 e 2018. Também por isso, a violência é ainda mais impactante!

A duração dos episódios poderia ser menor? Sim. Apesar disso, a carga dramática é crescente na segunda metade da temporada. Os dois últimos episódios, especialmente, são uma sequência de socos no estômago – em todos os sentidos.

"Invincible" traz um frescor sangrento ao já saturado universo dos super-heróis. Para Mark Grayson, testemunhar verdades inconvenientes e a fragilidade da vida humana são os golpes que mais machucam. Vale a pena!

Escrito por Ricelli Ribeiro com Edição de André Siqueira - uma parceria @dicastreaming 

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