Viu Review - Chernobyl
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Chernobyl

Diretor
Johan Renck
Elenco
Jared Harris, Stellan Skarsgård, Jessie Buckley
Ano
2019
País
EUA

Drama HBO Max ml-real ml-investigação ml-politico ml-catasfrofe ml-hoc

Chernobyl

Assisti o primeiro episódio de "Chernobyl" na sexta-feira que antecedeu ao "grande" final de "Game of Thrones". De cara fiquei impressionado com a qualidade da produção e como uma história tão assustadora chegava as telas sem tanto marketing. Parecia que a conta não fechava, pois era tudo tão perfeito que cheguei a duvidar se série manteria a mesma qualidade até o final, pois a HBO pareceu nem ter dado tanta importância para a sua estreia! "Deve ser o efeito GoT", pensei, mas preferi esperar mais alguns episódios antes de fazer esse review.

Três episódios depois posso afirmar com a mais absoluta certeza: "Chernobyl" é daquelas obras que entrarão para um hall que poucos se mantiveram depois de terminada a jornada de seus personagens! Ajuda o fato de ser uma minissérie, com apenas 5 episódios de uma hora, baseado em fatos reais e com aquele cuidado no desenvolvimento que a HBO faz como ninguém. "Chernobyl" é impecável em contar o catastrófico acidente nuclear que aconteceu na Ucrânia, República da então União Soviética, em 1986. Mais genial ainda é a maneira como se constrói a história humanizando três personagens-chaves dentro de uma trama cheia de crueldade e verdades escondidas pelo nebuloso véu político do socialismo da época - diga-se de passagem, muito bem reconstituída pela equipe de Production Design. 

Tudo é bem embasado por muita pesquisa, o que traz um tom de realismo extremamente bem alinhado com tipo de fotografia "vintage" do desconhecido Jakob Ihre - frio, sombrio! A direção impecável é do Johan Renck de Bloodline, Breaking Bad e Vikings. O desenho de som merece um destaque: reparem no medidor de radiação pontuando os momentos de maior tensão da série, criando um tipo sensação apavorante como poucas vezes eu vi (e senti). A maquiagem, embora chocante, é belíssima! É sério, pode separar um lugar bem grande na estante porque "Chernobyl" vai levar muitas estatuetas na próxima temporada de premiação, tanto em categorias técnicas quanto artísticas! pode me cobrar!!!

O fato é que se você queria uma razão para não cancelar sua assinatura da HBOGo depois do final (ops!) de GoT, meu amigo, essa razão se chama "Chernobyl" - uma pena que a HBO menosprezou seu potencial por aqui, mas ao mesmo tempo essa estratégia ajudou a gerar um buzz enorme, pois sem expectativa nenhuma, a minissérie foi conquistando seu publico e reverberando mundialmente. No site IMDb, por exemplo, "Chernobyl" chegou a aparecer em primeiro lugar como a melhor série de todos os tempos, deixando para trás clássicos como "Band of Brothers", "Breaking Bad" e o próprio "Game of Thrones". 

Olha, vale muito o play e um conselho: aproveite cada minuto, pois seu criador, Craig Mazin, já avisou que não existe a menor possibilidade do "Chernobyl" se transformar em série e, eventualmente, ter uma segunda temporada! Ainda bem!!!!!

Assista Agora

Assisti o primeiro episódio de "Chernobyl" na sexta-feira que antecedeu ao "grande" final de "Game of Thrones". De cara fiquei impressionado com a qualidade da produção e como uma história tão assustadora chegava as telas sem tanto marketing. Parecia que a conta não fechava, pois era tudo tão perfeito que cheguei a duvidar se série manteria a mesma qualidade até o final, pois a HBO pareceu nem ter dado tanta importância para a sua estreia! "Deve ser o efeito GoT", pensei, mas preferi esperar mais alguns episódios antes de fazer esse review.

Três episódios depois posso afirmar com a mais absoluta certeza: "Chernobyl" é daquelas obras que entrarão para um hall que poucos se mantiveram depois de terminada a jornada de seus personagens! Ajuda o fato de ser uma minissérie, com apenas 5 episódios de uma hora, baseado em fatos reais e com aquele cuidado no desenvolvimento que a HBO faz como ninguém. "Chernobyl" é impecável em contar o catastrófico acidente nuclear que aconteceu na Ucrânia, República da então União Soviética, em 1986. Mais genial ainda é a maneira como se constrói a história humanizando três personagens-chaves dentro de uma trama cheia de crueldade e verdades escondidas pelo nebuloso véu político do socialismo da época - diga-se de passagem, muito bem reconstituída pela equipe de Production Design. 

Tudo é bem embasado por muita pesquisa, o que traz um tom de realismo extremamente bem alinhado com tipo de fotografia "vintage" do desconhecido Jakob Ihre - frio, sombrio! A direção impecável é do Johan Renck de Bloodline, Breaking Bad e Vikings. O desenho de som merece um destaque: reparem no medidor de radiação pontuando os momentos de maior tensão da série, criando um tipo sensação apavorante como poucas vezes eu vi (e senti). A maquiagem, embora chocante, é belíssima! É sério, pode separar um lugar bem grande na estante porque "Chernobyl" vai levar muitas estatuetas na próxima temporada de premiação, tanto em categorias técnicas quanto artísticas! pode me cobrar!!!

O fato é que se você queria uma razão para não cancelar sua assinatura da HBOGo depois do final (ops!) de GoT, meu amigo, essa razão se chama "Chernobyl" - uma pena que a HBO menosprezou seu potencial por aqui, mas ao mesmo tempo essa estratégia ajudou a gerar um buzz enorme, pois sem expectativa nenhuma, a minissérie foi conquistando seu publico e reverberando mundialmente. No site IMDb, por exemplo, "Chernobyl" chegou a aparecer em primeiro lugar como a melhor série de todos os tempos, deixando para trás clássicos como "Band of Brothers", "Breaking Bad" e o próprio "Game of Thrones". 

Olha, vale muito o play e um conselho: aproveite cada minuto, pois seu criador, Craig Mazin, já avisou que não existe a menor possibilidade do "Chernobyl" se transformar em série e, eventualmente, ter uma segunda temporada! Ainda bem!!!!!

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