Viu Review - WeCrashed
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WeCrashed

Elenco
Jared Leto, Anne Hathaway, Kyle Marvin
Ano
2022
País
EUA

Drama AppleTV+ ml-real ml-empreendedorismo ml-biografia ml-tecnologia ml-ff

WeCrashed

Embora a história da Elizabeth Holmes, na minha opinião, seja mais absurda pela forma como ela persuadiu (para ser elegante) os investidores durante a criação da Theranos; tenho a impressão que a jornada da WeWork e de seu fundador Adam Neumann funcione melhor como obra cinematográfica - pelo simples fato que soa mais palpável, mesmo que dentro de um universo raro que é a criação de uma "startup unicórnio". Não que "The Dropout" seja ruim como minissérie, muito pelo contrário, mas "WeCrashed" trouxe mais elegância narrativa e visual, além de dois atores (Jared Leto e Anne Hathaway) extremamente conectados com seus personagens e que, mesmo sabendo das loucuras que ambos fizeram durante muito tempo, nos fazem torcer por eles - não sei se o problema seja Amanda Seyfried, talvez Holmes não tenha o mesmo carisma de Neumann; mas acho que vale a discussão.

A minissérie original da Apple acompanha o casal Adam (Leto) e Rebekah Neumann (Hathaway), co-fundadores de uma das maiores startups do mundo, a WeWork. A trama apresenta como eles, junto com o colega Miguel Mckelvey (Kyle Marvin), conseguiram criar uma companhia multimilionária, mas que por divergências ideológicas e ganância, a empresa sofreu grandes perdas financeiramente. Adam e Rebekah rapidamente conquistaram a atenção da mídia por, supostamente, revolucionar o ambiente de trabalho de empresas mundo afora. Os dois tentaram criar uma imagem moderna e inovadora, se distanciando de modelos tradiocionais de negócios e pintando a WeWork como o futuro das startups. Mas o sonho de um negócio bem-sucedido foi por água abaixo após várias decisões equivocadas. Confira o trailer (em inglês):

Criada pelo (pouco conhecido) Drew Crevello e pelo (rocky star de "The Office") Lee Eisenberg, "WeCrashed" é mais uma minissérie que expões de uma forma até um pouco romântico, o poder de fundadores e CEOs de startups disruptivas, com suas visões muito interessantes de modelos de negócios, um mindset transformador e uma habilidade fora do comum para atrair as pessoas certas para colocarem muito (mas, muito) dinheiro em seus projetos. Bem como Steve Jobs e talvez Mark Zuckerberg, é na personificação de uma inovação que as histórias se constroem - como se a obra fosse menor que seu criador, e de fato essa co-relação é um elemento que faz os olhos da mídia brilharem. Tanto Adam Neumann quanto Rebekah tinham esse tempero e o que poderia ser um diferencial (e precisamos ser honestos em dizer que por um bom tempo foi), se transformou em algo bem próximo do caos.

É um fato que Crevello e Eisenberg em um determinado momento trouxeram o relacionamento de Adam e Rebekah para os holofotes se aproveitando para desenvolver a conexão dessa relação com a forma como a WeWork era conduzida. "The Dropout" tem um pouco disso, mas não com a mesma potência. Em "WeCrashed" também temos algumas passagens curiosas como quando Newman compra um avião muito mais pela música que tocava ao fundo do que pelo convencimento do vendedor - e sim, isso é uma alivio quase cômico para exaltar a personalidade do protagonista. É óbvio que a história não foi exatamente essa, mas quando a assistente de Newman coloca a mesma música ("Roar" de Patty Perry) para tocar toda vez que Newman chega no escritório, entendemos que aquele personagem é movido por estímulos que elevam sua auto-estima e isso tem total ressonância com a trama (e é envolvente).

"WeCrashed" pontua a história sobre a criação da WeWork, mostra seu crescimento, mas não se aprofunda sobre o que levou a empresa de uma fase para a outra - ou seja, não é um estudo de caso sobre uma jornada que tinha tudo para dar muito certo, mas naufragou. Por outro lado serve de lição se você for capaz de ler nas entrelinhas como uma condução tóxica e completamente fora da realidade podem destruir um negócio promissor. "Em seu momento de maior grandeza, tome cuidado. É nessa hora que o Diabo irá te procurar" - essa celebre frase talvez defina a ascensão e queda de Newman e é isso que a minissérie da AppleTV+ se propõe: mostrar em 8 episódios, com uma qualidade técnica e artística irretocáveis, uma história real e impactante para o universo empreendedor, mas com o claro intuito de entreter e não de documentar.

Vale muito a pena!

Assista Agora

Embora a história da Elizabeth Holmes, na minha opinião, seja mais absurda pela forma como ela persuadiu (para ser elegante) os investidores durante a criação da Theranos; tenho a impressão que a jornada da WeWork e de seu fundador Adam Neumann funcione melhor como obra cinematográfica - pelo simples fato que soa mais palpável, mesmo que dentro de um universo raro que é a criação de uma "startup unicórnio". Não que "The Dropout" seja ruim como minissérie, muito pelo contrário, mas "WeCrashed" trouxe mais elegância narrativa e visual, além de dois atores (Jared Leto e Anne Hathaway) extremamente conectados com seus personagens e que, mesmo sabendo das loucuras que ambos fizeram durante muito tempo, nos fazem torcer por eles - não sei se o problema seja Amanda Seyfried, talvez Holmes não tenha o mesmo carisma de Neumann; mas acho que vale a discussão.

A minissérie original da Apple acompanha o casal Adam (Leto) e Rebekah Neumann (Hathaway), co-fundadores de uma das maiores startups do mundo, a WeWork. A trama apresenta como eles, junto com o colega Miguel Mckelvey (Kyle Marvin), conseguiram criar uma companhia multimilionária, mas que por divergências ideológicas e ganância, a empresa sofreu grandes perdas financeiramente. Adam e Rebekah rapidamente conquistaram a atenção da mídia por, supostamente, revolucionar o ambiente de trabalho de empresas mundo afora. Os dois tentaram criar uma imagem moderna e inovadora, se distanciando de modelos tradiocionais de negócios e pintando a WeWork como o futuro das startups. Mas o sonho de um negócio bem-sucedido foi por água abaixo após várias decisões equivocadas. Confira o trailer (em inglês):

Criada pelo (pouco conhecido) Drew Crevello e pelo (rocky star de "The Office") Lee Eisenberg, "WeCrashed" é mais uma minissérie que expões de uma forma até um pouco romântico, o poder de fundadores e CEOs de startups disruptivas, com suas visões muito interessantes de modelos de negócios, um mindset transformador e uma habilidade fora do comum para atrair as pessoas certas para colocarem muito (mas, muito) dinheiro em seus projetos. Bem como Steve Jobs e talvez Mark Zuckerberg, é na personificação de uma inovação que as histórias se constroem - como se a obra fosse menor que seu criador, e de fato essa co-relação é um elemento que faz os olhos da mídia brilharem. Tanto Adam Neumann quanto Rebekah tinham esse tempero e o que poderia ser um diferencial (e precisamos ser honestos em dizer que por um bom tempo foi), se transformou em algo bem próximo do caos.

É um fato que Crevello e Eisenberg em um determinado momento trouxeram o relacionamento de Adam e Rebekah para os holofotes se aproveitando para desenvolver a conexão dessa relação com a forma como a WeWork era conduzida. "The Dropout" tem um pouco disso, mas não com a mesma potência. Em "WeCrashed" também temos algumas passagens curiosas como quando Newman compra um avião muito mais pela música que tocava ao fundo do que pelo convencimento do vendedor - e sim, isso é uma alivio quase cômico para exaltar a personalidade do protagonista. É óbvio que a história não foi exatamente essa, mas quando a assistente de Newman coloca a mesma música ("Roar" de Patty Perry) para tocar toda vez que Newman chega no escritório, entendemos que aquele personagem é movido por estímulos que elevam sua auto-estima e isso tem total ressonância com a trama (e é envolvente).

"WeCrashed" pontua a história sobre a criação da WeWork, mostra seu crescimento, mas não se aprofunda sobre o que levou a empresa de uma fase para a outra - ou seja, não é um estudo de caso sobre uma jornada que tinha tudo para dar muito certo, mas naufragou. Por outro lado serve de lição se você for capaz de ler nas entrelinhas como uma condução tóxica e completamente fora da realidade podem destruir um negócio promissor. "Em seu momento de maior grandeza, tome cuidado. É nessa hora que o Diabo irá te procurar" - essa celebre frase talvez defina a ascensão e queda de Newman e é isso que a minissérie da AppleTV+ se propõe: mostrar em 8 episódios, com uma qualidade técnica e artística irretocáveis, uma história real e impactante para o universo empreendedor, mas com o claro intuito de entreter e não de documentar.

Vale muito a pena!

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