Viu Review - Tendências - As Girls Bands estão de volta! Agora, na ficção!

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Terça, 31 Agosto 2021 18:04

Tendências - As Girls Bands estão de volta! Agora, na ficção!

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Elas são poderosas, transbordam talento, conquistam a empatia do público por onde passam e não poderiam estar mais na moda do que agora. Parece que estou apresentando o retorno tão aguardado de alguma girl band dos anos 1990, como Spice Girls ou Destiny’s Child, não é? Mas, na verdade, o que eu estou escrevendo aqui é um fenômeno que começa a ganhar território nas séries de ficção: histórias roteirizadas de grupos musicais compostos por mulheres (as famosas girls bands), confira:

O ano de 2021 parece estar sendo muito fértil para narrativas que exploram o conceito modernizado de “girl power”. Em maio, o streaming americano Peacock lançou, com exclusividade, a série “Girls5Eva”. A atração é uma divertida homenagem aos inúmeros grupos femininos que marcaram a década de 90.

Escrita e criada por Meredith Scardino, roteirista de “Unbreakble Kimmy Schmidt”, e com produção executiva de Tina Fey, “Girls5Eva” conta a história do reencontro das integrantes de um grupo musical de sucesso efêmero dos anos 1990. Tempos depois do sucesso, cada personagem passou a levar uma vida longe dos holofotes. “Girls5Eva” foi uma banda famosa por apenas um único hit, esquecido pouco depois do lançamento. Porém, quase que milagrosamente, um rapper em ascensão se depara com o hit do passado e decide usar a batida em sua nova criação. O gesto, aparentemente inocente, reacende o desejo das quatro cantoras em retornar ao mundo artístico. O quarteto culpa o antigo agente pela rápida derrocada naquela época. Essa é a oportunidade perfeita para o grupo, após anos de amadurecimento, trilhar uma carreira mais autêntica e honesta.

A série traz a cantora Sara Bareilles como a protagonista Dawn, mas quem rouba a cena é Renné Elise Goldsberry no papel da ácida Wickie. O projeto já foi renovado para uma segunda temporada no Peacock:

Do outro lado do Atlântico, temos mais um exemplo de empoderamento feminino musical. “We Are Lady Parts”, do Channel 4, acompanha uma banda britânica de punk rock, composta inteiramente por mulheres muçulmanas. Em 2018, o programa foi exibido como um piloto no canal, e pouco depois, ganhou sua versão estendida de seis episódios em 20 de maio de 2021.

Criada pela roteirista e diretora britânica Nida Manzoor, que nasceu em uma família paquistanesa, a história mostra os altos e baixos do quinteto feminino pelo ponto de vista de Amina Hussein (Anjana Vasan), a estudante superinteligente que se torna a improvável líder guitarrista do grupo.  

A comédia é classificada pela imprensa como uma ousada e divertida celebração de sororidade, pertencimento e representatividade. A criadora do projeto inseriu no texto experiências pessoais e inspirações dos coletivos artísticos de Londres, culturalmente diversos. Além do território britânico, a série foi disponibilizada nos Estados Unidos pelo Peacock. Bem recebida pela crítica, a torcida por uma segunda temporada é grande.

A última produção da lista vai fazer você lembrar um pouco de “Girls5Eva”, mas a densidade dramática aqui é bem diferente da comédia debochada do Peacock.

“Queens” é uma das apostas da ABC para a temporada de 2021-2022. Quatro mulheres por volta dos seus 40 anos decidem se reunir para recapturar a fama e o gingado que tinham nos anos 90, quando eram conhecidas como as lendas do mundo do hip hop.

Zahir McGhee, produtor de “Scandal”, é o criador da série, que conta com Eve, Naturi Naughton, Nadine Velazquez e Brandy no elenco principal. A estreia está marcada para 19 de outubro e promete!

O fenômeno das girls bands invadiu o mercado audiovisual, com modelos narrativos mais representativos e diversos. Observamos que a saga do “revival” é algo que chama a atenção dos executivos e do público, pois há possibilidade de trazer novas questões para a história central, como os debates sobre machismo na indústria, a sororidade entre as mulheres em um ambiente competitivo como o mundo artístico, os desafios e dilemas da maturidade, além da autopermissão para perseguir um sonho. São histórias repletas de vigor, inovação e muito girl power!

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