Viu Review - Tendências - O nicho da Animação que virou centro das atenções (parte I)

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Quarta, 13 Maio 2020 08:02

Tendências - O nicho da Animação que virou centro das atenções (parte I)

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Um dos setores mais afetados pela pandemia do COVID-19 foi a indústria do audiovisual. Com estúdios fechados durante o período de isolamento, novas maneiras de fazer conteúdo televisivo precisaram emergir. Devido a enorme oportunidade de capitalização desta tendência, hoje vamos listar alguns projetos que estão movimentando canais e plataformas na direção da animação para adultos, confira:

Seja pelo impacto das limitações provocadas pela pandemia ou pela própria estratégia de diversificação da indústria, uma coisa é fato: a animação para adultos está cada vez maior e bem mais pulverizada por múltiplos canais e plataformas. De acordo com o artigo “Adult Animation Finally Breaking Free of its Comedy Shackles”, escrito por John Evershed, co-fundador da Mondo Media (empresa especializada em animação para jovens), a animação para adultos é a categoria dentro do segmento animação que mais tem espaço para crescer.

No texto, John lista cinco pontos-chave sobre o potencial de desenvolvimento da animação adulta no presente e futuro próximo: 1) o boom da animação para adultos vem sendo impulsionada por (não só) plataformas de streaming; 2) audiência jovem da TV paga está se distribuindo no streaming, YouTube e gaming, oferecendo terreno para animações explorarem spin-offs de games como produtos derivados; 3) a cena da animação está se expandindo para além da comédia; 4) produtos não cômicos tendem a ser mais facilmente comercializados globalmente, já que são menos culturalmente específicos; 5) o mercado tem carência de profissionais e isso pode promover a criação de novos hubs de desenvolvimento de animação adulta pelo mundo.

Para antecipar o término da sétima temporada de “The Blacklist”, por exemplo, a rede americana NBC usou elementos de animação gráfica mesclados às cenas já gravadas para contextualizar o desfecho deste ciclo, já que originalmente haviam sido previstos 22 episódios, mas a série precisou terminar no episódio 19.

A iniciativa também foi abraçada por outra produção live action. O sitcom “One Day At A Time”, do canal pago Pop TV, que realizou um episódio especial todo confeccionado em animação. Com as gravações da quarta temporada interrompidas por causa do coronavírus, a produtora executiva e showrunner Gloria Calderón Kellett propôs a ideia, que foi desenvolvida pela Sony Pictures TV. O especial teve "a eleição" como o principal assunto e não foi conectado com os acontecimentos da série tradicional.  

Vejamos agora outros projetos produzidos ou em produção, divididos por plataforma, que merecem nossa atenção:

Netflix

1. The Midnight Gospel 

Do criador Pendleton Ward ("Hora de Aventura") surge um título interessante da já bem servida prateleira de animação adulta da Netflix. A história gira em torno de Clancy Gilroy, apresentador de um podcast do espaço chamado “The Midnight Gospel”. Nele, o protagonista entrevista diversos seres que habitam aquela realidade que está prestes a ser destruída. Os temas das conversas são bem variados e densos, de espiritualidade a drogas e meditação. A ideia do podcast veio do comediante Duncan Trussell, que apresenta o programa de áudio “Family Hour” e dubla o personagem Clancy na série.

2. Q-Force

Time de criadores: Gabe Liedman, Sean Hayes, Mike Schur

Uma comédia de meia hora com um time de espiões gay. Essa é a proposta de “Q-Force”, projeto de Sean Hayes (Will & Grace), Todd Milliner (Grimm), Mike Schur (The Good Place e Brooklyn Nine-Nine), Gabe Liedman (Brooklyn Nine-Nine e PEN15) e Universal TV. Escrito por Liedman, a história é sobre um belo agente secreto e seu time de super espiões LGBTQ. Constantemente subestimados por seus colegas, os membros da Q-Force precisam provar seu valor de tempos em tempos e embarcam em uma jornada extraordinária de aventuras profissionais e pessoais.

3. The Liberator

Primeiro projeto produzido em Trioscope, uma nova tecnologia de animação híbrida que combina CGI (Computer-Generated Imagery) de última geração com performances live action, “The Liberator” promete trazer uma riqueza de detalhes que se apoiam na emoção humana e na dramaticidade da história. Criada e escrita por Jeb Stuart, a série é baseada no livro “The Liberator: One World War II Soldier’s 500-Day Odyssey”, de Alex Kershaw, e conta a sangrenta e real marcha para a vitória da Segunda Guerra Mundial. No campo de batalha, o oficial do exército americano Felix Sparks e sua unidade de infantaria lutam por 500 dias para libertar a Europa.

4. Mulligan

Tina Fey e Robert Carlock

Fruto das mentes brilhantes de Tina Fey e Robert Carlock, parceiros em “30 Rock” e “The Unbreakable Kimmy Schmidt”, “Mulligan” foca no que sobrou da humanidade após a Terra ter sido invadida por alienígenas. Aqueles que sobreviveram acreditam que essa é uma segunda chance de fazer as coisas da maneira correta, mas eles não sabem o básico sobre como tomar conta de si próprios.

5. Inside Job

Shion Takeuchi

Primeira mulher a assinar um contrato extenso de desenvolvimento focado em animação com a Netflix, Shion Takeuchi já tem seu primeiro projeto anunciado na plataforma. Parte do time que produziu “Gravity Falls: Um Verão de Mistérios” e “(Des)encanto”, Shion prepara em “Inside Job” uma comédia de escritório ambientada em um governo obscuro, onde qualquer teoria da conspiração é verdadeira e uma mulher tenta manter o caos sob controle.   

Amazon Prime Video

Undone 

Criado por Raphael Bob-Waksberg e Kate Purdy (ambos de BoJack Horseman), “Undone” é uma dramédia que inaugurou a prateleira de séries originais de animação do serviço Amazon Prime Video. Publicada em setembro de 2019, a história explora a natureza elástica da realidade por meio da protagonista Alma. Após quase morrer em um acidente de carro, ela descobre que possui uma nova relação com o tempo e usa essa habilidade para encontrar a verdade sobre a morte de seu pai.

“Undone” utiliza uma técnica de animação chamada rotoscopia, onde a ação é filmada em live action e o desenho é feito com base nessa captura. A atriz que interpreta Alma é Rosa Salazar, conhecida pelo papel-título no filme “Alita: Anjo de Combate”.  Em novembro de 2019, a segunda temporada da série foi confirmada pela Amazon. 

Apple TV+

Central Park

Essa dica é boa para quem gosta de musical. Desenvolvido por Loren Bouchard, vencedor do Emmy pela animação “Bob’s Burgers”, a série acompanha Owen Tillerman e sua família vivendo uma vida pouco convencional no parque mais badalado de Nova York, o Central Park. Mas as coisas complicam quando uma ricaça herdeira de um hotel resolve transformar a área verde em mega condomínios. Kristen Bell e Stanley Tucci fazem parte do elenco, que promete muita dança e música em meio a tretas e conspirações.

HBO Max

1. The Prince

Criado por Gary Janetti (Family Guy), a série é um retrato satírico da família real britânica pelos olhos do jovem príncipe George, primogênito de William e Kate. Inicialmente, o personagem principal surgiu no Instagram, por meio de Gary. Agora, ganhará a visibilidade da plataforma de streaming no formato de desenho animado. Janetti vai dublar George, enquanto Orlando Bloom será o príncipe Harry.

2. The Boondocks

Os Freemans são uma família negra que vai morar em um subúrbio fictício, amigável e majoritariamente branco em Woodcrest. Lá, eles terão que lutar contra o regime do Tio Ruckus, que comanda o governo local. A mistura de culturas, estilos de vida, classes sociais, estereótipos, pontos de vista e identidades raciais oferece boa parte do conteúdo satírico e cômico da série.

O programa é baseado em uma tirinha de mesmo nome, criada pelo cartunista Aaron McGruder, que inspirou em 2005 sua primeira adaptação para a TV. Tanto agora como em 2005, Aaron é o responsável pelo processo de desenvolvimento da versão televisiva.

3. Santa Inc.

Seth Rogen e Sarah Silverman

Candy Smalls é a duende mais importante do Polo Norte. Quando o sucessor do Papai Noel é desfalcado pela Amazon na véspera do Natal, Candy embarca em seu sonho da vida – se tornar a primeira Mamãe Noel na história do Natal. A série criada por Alexandre Rushfield oferece um olhar diferente para uma temática tão conhecida ao incluir assuntos de cunho feminista e alguns comentários pesados e palavrões. Sarah Silverman e Seth Rogen estão escalados para interpretar respectivamente Candy e Papai Noel. 

Read 967 times Last modified on Segunda, 16 Agosto 2021 14:40

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